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Até pouco tempo atrás eu acreditava que o perfil empreendedor era nato, inerente a um determinado tipo de pessoa e, portanto, não podia ser ensinado. Eu mudei de opinião.

À medida que fui ampliando minha visão, descobri ser possível, sim, multiplicar o espírito empreendedor, fazendo pessoas que queriam mudar questionarem seus padrões mentais e quebrarem paradigmas que as mantêm num caminho linear e aparentemente confortável.

A partir dessa percepção, todas as minhas atividades como empreendedor e mentor passaram a ter o objetivo maior de impactar na vida daquelas pessoas que queiram realizar seus sonhos, para que possam, de alguma maneira, se inspirar em minha jornada e em meus aprendizados.

Mas, é bom esclarecer que a capacidade de empreender não se assimila num banco da escola, com teorias e conceitos. Aprendemos a empreender interiorizando e exercitando o novo modelo mental que hoje rege os ecossistemas mais inovadores do mundo. Esse mindset é baseado no aprendizado contínuo e na capacidade de adaptar com velocidade.
Simplicidade, colaboração e conexão são as premissas dessa nova abordagem para impactar a cultura das organizações e criar um ambiente favorável à inovação.

Dica 1: Crie soluções simples e estratégias flexíveis!
É preciso construir estratégias flexíveis, que se adaptem às mudanças e respostas do mercado. O mundo atual precisa de velocidade de solução e, portanto, não acredito em projetos e planos cuja complexidade engessem o processo de adequação da proposta de valor de uma empresa. Nada de ideias mirabolantes, escopos fechados e respostas prontas. Esteja sempre preparado para mudar.

Dica 2: colabore, compartilhe e oferte valor e bem-estar à sua audiência, construindo relações duradouras!
É importante entender a força da colaboração. Aqui, vou abrir um parêntese para falar de um conceito que eu tenho praticado e divulgado em minhas palestras e vídeos: Economia do Agradecimento. Em essência, significa tocar o coração das pessoas e agregar valor a suas vidas colaborando com elas, de forma proativa, sem esperar nada em troca. Elas se sentirão agradecidas por receber conteúdos valiosos e úteis, e esse sentimento gera empatia e reciprocidade.

O bem-estar que sentimos ao colaborar ou receber uma contribuição tem fundamento também num processo químico que acontece em nosso organismo durante as relações interpessoais. Quando colaboramos, o organismo libera uma substância chamada ocitocina, também conhecida como “hormônio social”. Esse hormônio age no cérebro inibindo o cortisol e a adrenalina, o que acaba por inibir o medo; a ausência do medo gera mais autoconfiança, e essa confiança, por sua vez, é transmitida às pessoas com quem você se relaciona.

Dica 3: Não disperse energia! Foque e conecte-se profundamente com o que está fazendo.
Precisamos ter foco e conexão profunda com o que estamos fazendo. Muitas pessoas não conseguem atingir bons resultados porque dispersam suas energias em várias coisas ao mesmo tempo. Essa falta de foco e profundidade pode matar seus sonhos! A conecção verdadeira e profunda, por outro lado, tem enorme poder de transformação. Concentre suas energias e mergulhe com paixão no que está fazendo agora; os resultados virão.

Eu sou sócio de vários empreendimentos onde vivenciamos essas premissas, e estou aqui contando meus segredos de negócios para você. Por que faço isso? Exatamente porque acredito na força da colaboração, da conexão e da simplicidade. Em alguns ecossistemas, como o do Vale do Silício, isso já está incutido na cultura, é natural. Aqui no Brasil, entretanto, existe a tendência de sermos imediatistas e oportunistas, o que nos leva aos famosos “voos de galinha”: curtos e superficiais.

Tenho certeza de que podemos mudar essa cultura e usar toda a incrível criatividade brasileira para criar grandes coisas, que nos tragam verdadeira realização e ajudem a transformar o mundo!

Vem comigo?

Até a próxima reflexão,

Rodrigo Barros — RB