Marketplaces: a economia colaborativa aplicada ao e-commerce

Uber, Airbnb, Facebook… Não faltam exemplos de negócios bem sucedidos que foram construídos sob os preceitos da economia colaborativa.

Apostando na oferta de um serviço de alta qualidade, facilidade de uso e uma experiência memorável, essas empresas atraem um número crescente de usuários sem necessariamente contar com grandes ativos.

Esse modelo vem sendo replicado em diversos segmentos de mercado, inclusive o e-commerce.

Lojas físicas e virtuais ficam cada dia mais distantes do conceito varejista tradicional, abrindo espaço para o compartilhamento e o ganho mútuo.

Isso fica evidente pelo conceito de marketplace, que ainda é relativamente novo no Brasil, mas tem crescido sistematicamente.

Mas, afinal, o que são e como funcionam os marketplaces?

 Lógica dos marketplaces: vendas com ganho mútuo.

Muitos lojistas e consumidores ainda não perceberam, mas os marketplaces estão cada dia mais presentes no comércio eletrônico.

Estima-se que essa modalidade de vendas represente 20% do faturamento do e-commerce brasileiro. A participação é ainda maior nos Estados Unidos (33%) e na China (90%). 

Na prática, os marketplaces são como shopping centers virtuais. Grandes grupos varejistas, como B2W, Cnova, Netshoes e Walmart disponibilizam toda a infraestrutura de vendas para qualquer lojista, em troca do pagamento de uma comissão e da manutenção de um nível mínimo de serviço.

Isso permite que uma loja localizada no interior do Brasil, por exemplo, anuncie e venda seus produtos dentro de sites como a Americanas, Extra, Submarino e muitos outros. O mesmo vale para pequenos e-commerces ou qualquer outro estabelecimento comercial que venda produtos.

Esse modelo gera vantagens para todos: os lojistas não precisam gastar com marketing, manutenção de site, intermediadores de pagamento e outros serviços para concretizar vendas online. Por outro lado, as grandes redes varejistas diluem custos e ampliam o portfólio de produtos colocados à venda, atraindo mais clientes.

O consumidor também sai beneficiado, já que pode encontrar condições de preço mais favoráveis sem ter que se aventurar por sites desconhecidos, contando com todo o suporte para atendimento e garantia de serviço. 

Como vender nos marketplaces?

Mesmo sendo bastante democrático, o modelo de vendas em marketplaces não é compatível com todos os lojistas.

Do mesmo modo que serviços como o Uber exigem um nível mínimo de atendimento (mensurado por meio de notas) isso também ocorre nestes canais de venda.

 É necessário possuir um volume mínimo de produtos em estoque para garantir a entrega imediata dos produtos, sem atrasos. 

Também é preciso fornecer documentos que comprovem a legalidade de toda a operação, como notas fiscais de origem e de venda das mercadorias.

Se os produtos negociados forem enviados pelos Correios, devem ser respeitadas as restrições de mercadorias e dimensões impostas pelo serviço.

Isso tudo, no entanto, não significa que esse mercado seja burocrático. Essas exigências visam preservar a credibilidade das redes varejistas e ao mesmo tempo evitar que o consumidor final fique exposto a fraudes.

Existem serviços e soluções que facilitam todo esse processo de negociação e divulgação dos produtos nos marketplaces, como é o caso do Olist. 

Conclusão

 Os marketplaces são a opção mais prática e versátil para qualquer negócio ampliar as vendas.

Esse canal de venda é altamente promissor no Brasil e tende a continuar ampliando a participação de mercado nos próximos anos.

Basta que a loja em questão seja formalizada e cumpra determinados processos que garantam a eficiência no atendimento ao cliente. 

A parceria entre grandes empresas varejistas e pequenos lojistas comprova que a economia da colaboração gera ganhos mútuos, que beneficiam inclusive os consumidores.

Sobre o convidado:

Igor Castanho

Igor Castanho

Igor Castanho – “É jornalista, economista e especialista em inovação. Atua na equipe de marketing do Olist, startup brasileira que oferece uma solução integrada para a venda nos principais marketplaces do país. A plataforma permite a gestão logística, administrativa, financeira e de suporte ao cliente em uma única interface, facilitando o trabalho de mais de mil lojistas em todo o país.”

Capa: Pixabay

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