“Feito é melhor que perfeito”, diz Mark Zuckerberg. E eu concordo com ele.

É preciso entender essa frase na essência!

O que ela nos diz nas entrelinhas é que é preciso tentar, ter espaço para colocar uma ideia em prática, sem medo de errar. Precisamos EXECUTAR e TESTAR uma boa ideia. Se na prática ela não se mostrar tão boa assim, a descartamos e partimos para a próxima. Não temer o erro é tão fundamental quanto aprender com os erros cometidos.

Então alguém pode dizer: que bom que temos empreendedores e pensadores modernos como Zuckerberg e líderes incríveis, dentro das organizações, correndo riscos e criando coisas que fazem o mundo evoluir.

Definitivamente não é assim que acontece!Post-Protagonismo-pt

A inovação não é um insight brilhante que ocorre a um determinado tipo de personalidade genial. Num ambiente propício, todas as pessoas podem ser agentes de inovações, sejam elas Incrementais (que melhoram produtos, serviços ou processos), Laterais (adaptadas de ideias de outras empresas) ou Disruptivas (algo totalmente novo).

Inovação é um processo contínuo que pode (e deve) ser incorporado à cultura das organizações para que elas possam crescer de forma sustentável, enfrentar os desafios e se reinventar sempre que for preciso. Essa é a diferença entre uma empresa que cresce e uma fadada ao desaparecimento!

Temos cenários cada vez mais desafiadores: escassez de recursos (inclusive de tempo!), crises globais, mudanças tecnológicas e de mentalidade rápidas demais, uma total desconstrução dos paradigmas que tínhamos como premissas nos mercados e no mundo num passado nem tão distante assim. As organizações precisam ser ágeis, versáteis, criativas, mas necessitam também de alicerces fortes que as ajudem a superar as tempestades. Para mim, o alicerce de uma empresa é a sua cultura e hoje, a cultura tem que ser inovadora!

Assim sendo, vamos falar de como fortalecemos a cultura de uma organização e a tornamos inovadora. Para uma empresa ter bases sólidas que a permitam implementar um processo inovador ela precisa de três coisas fundamentais:

  • Uma causa norteadora — Um propósito firme, um sentido de existir permeando todos na organização, para que cada colaborador acorde todos os dias e se sinta grato por fazer parte de algo em que acredita. O importante não é o que fazemos, nem como fazemos. O importante é por que fazemos!
  • Valores claros e reais — Não basta termos uma carta de valores que mostramos a nossos clientes no site ou penduramos na parede dos departamentos. É preciso vivenciar em todos os momentos e atitudes esses valores que dizem quem somos. A boa cultura alinha valores e objetivos para construir estratégias vencedoras.
  • Um time de protagonistas — Já sabemos que as pessoas são o maior ativo de uma organização. Mas o que a maioria das empresas ainda não aprendeu é que as pessoas precisam ser protagonistas do que fazem. O comprometimento e a satisfação do ser humano passa pelo sentido de pertencer e pelo prazer de colaborar. Meros cumpridores de tarefas não se engajam em uma visão, por mais que os façam decorar o manual da empresa. O velho jargão de “vestir a camisa” ganha novo significado quando as pessoas sentem que não são peças do jogo: são os jogadores!

Para incorporar a inovação em nossa cultura, precisamos criar um ambiente que fomente a geração de ideias e permita que esse protagonismo aconteça dentro de um ciclo organizado e que se retroalimente. A inovação não deve ser uma meta, mas um suprimento que penetra na veia da empresa e contagia as rotinas, os processos, as relações interpessoais. De uma maneira bem simples, este é gráfico de um Ciclo Contínuo de Inovação:

chart-ciclo

A mágica que acontece quando as pessoas se sentem à vontade para propor e testar suas ideias é que elas começam a aprender o tempo todo. E quanto mais elas aprendem, mais a empresa aprende. Holisticamente, a cultura incorpora esse modelo de aprendizado contínuo que, por fim, é o impulsionador do processo de inovação na empresa. Toda a organização se movimenta e se reinventa!

A cultura do risco tende a estar cada vez mais presente nas organizações. O que prevejo é o ciclo de aprendizado dessa cultura minimizando o impacto dos erros e otimizando a relevância dos acertos, trazendo um balanço muito positivo de impacto nas pessoas e empresas. Pense nisso!

RB

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