Limor Fried – Nerd, Empresária e Pioneira | Por Naísa Xavier

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17 março, 2015 at 2:46 pm  •  Posted in Todos os Posts by  •  3 Comments

Engenheira americana inova com empresa de hardware livre

Engenharia eletrônica e informática são áreas dominadas pela presença masculina, mas a americana Limor Fried está desafiando este clichê e outros paradigmas com sua empresa de hardware livre. Ela conta que tudo começou com uma paixão por desmontar coisas na infância. Mas quando foi cursar engenharia no MIT, o Massachussetts Institute of Technology, já era capaz de criar dispositivos tecnológicos interessantes o suficiente para que seus colegas quisessem comprá-los.

O ambiente de empreendedorismo que encontrou por lá foi um fator decisivo para seguir este rumo, quando concluiu seu mestrado em 2005 : “Eu vi tantos amigos abrindo suas próprias empresas que pensei: Eu também posso fazer isso. Vamos nessa!” O resultado é que em sete anos a Adafruit Industries vendeu meio milhão de kits de hardware de código aberto sob encomenda, ou seja, produtos tecnológicos como mp3 players, carregadores USB, placas, microprocessadores, robôs e serviços feitos a laser, com design inovador, não patenteado e altamente customizável.

Inspiração

A empresa é uma homenagem a Ada Byron King, Lady Lovelace, filha do poeta Lord Byron, considerada a primeira programadora no mundo, no século XIX!!! Hoje em dia, o Ada Lovelace Day é uma celebração das contribuições femininas para a ciência e tecnologia.

Os produtos têm apelo porque incorporam os valores da geração geek: interatividade, engajamento, compartilhar e

adafruit

DIY (o “faça você mesmo”, do inglês do it yourself), além do conhecimento livre, em que a ideia de propriedade intelectual ganha um viés coletivizado, através das licenças Creative Commons.

Não queremos que as pessoas tenham medo do que vem dentro de seus aparelhos. Pelo contrário, deixamos todos mais confortáveis com os equipamentos eletrônicos e com os conceitos por trás do funcionamento dos seus dispositivo”

A empresa também oferece tutoriais online grátis, promove a colaboração entre consumidores e tem a educação tecnológica como um de seus valores mais firmes: o mais novo projeto é uma série de filmes infantis , em parceria um dos bonequeiros da clássica Vila Sésamo, para estimular as crianças a explorarem os aparelhos tecnológicos e se tornarem makers, “fazedores”.

Pode soar nerd e idealístico para alguns, porém a estratégia está funcionando como negócio: em 2012 a Adafruit faturou U$10 milhões e o lucro da companhia, tem dobrado anualmente desde 2009. Hoje, emprega 45 pessoas e seu valor estimado é de U$4,5 milhões.

Girl Power

Além de ser reconhecida como guru do Movimento das Máquinas Livres, Limor Fried desbancou 13 concorrentes homens e foi eleita a empreendedora do ano, em 2012, nos EUA, pela revista Entrepreneur. Também foi a primeira engenheira mulher a ser capa da Wired, a publicação de tecnologia mais influente do mundo. Em 2011 já havia sido apontada num prêmio como “A Mulher mais Influente em Tecnologia”.

Limor mora e trabalha no Soho, o bairro mais descolado de Nova York, cidade que inspira os seus designs. A itgirl hightech cita moda como um dos seus interesses e ganhou as páginas de estilo do New York Times com o design de um microprocessador para ser usado na roupa, como um broche, mas capaz de ser programado com funcionalidades bluetooth ou GPS, por exemplo.

Outra “jóia de hardware” é o inecklace, ou seja icolar, descrito no site da Adafruit como “Sofisticado. Elegante. Open Source”, feito para celebrar arte, engenharia, ciência e bom design.

A empresa descreve os produtos como “únicos e divertidos” e Limor comemora: “Nossos clientes os programam para piscar em ritmos diferentes e cores brilhantes”. E se seu par for geek, fica a dica: abotoaduras no mesmo padrão, com um LED que pulsa sutilmente. A Adafruit vende para todo mundo exclusivamente a partir de seu site oficial. Os preços são modestos em comparação à grifes tecnológicas como a Apple.

Naísa Xavier

Naísa Xavier

Sobre nossa Guest!

Naísia Xavier,  pernambucana e jornalista por formação, está se especializando em Comunicação Digital, Webjornalismo e Novas Mídias.

Trabalha na Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas e, como o Sheldon, acha que nisso de pizza e aceleradores de partículas, até os ruinzinhos são ótimos.

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3 Comments

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  2. ajithparma / 2 janeiro, 2017 at 8:28 am / Responder

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