Empreender fora do Brasil: Doce brasileiro conquista estrangeiros

Conseguir empreender no Brasil já é uma vitória para quem enfrenta todos os obstáculos da pátria mãe, conseguir alcançar esse sucesso além das fronteiras brasileiras tem um gostinho especial para os empreendedores que abrem seu negócio em solo estrangeiro. E esse gostinho tem tido sabor de chocolate para muitos empreendedores, já que os doces brasileiros tem uma grande aceitação principalmente em países norte­americanos.

A gaúcha Larissa Piazzi inaugurou há pouco tempo a Made With Love ­ uma brigaderia em um shopping em Miami, Estados Unidos. Ela mudou­se para Miami para ficar próxima do marido, que trabalhava no ramo de alimentação. Apaixonada por cozinhar ela preparava brigadeiros para as reuniões de família, aniversários e aos poucos já havia começado a colocar os brigadeiros em caixinhas, inventar novos sabores e passou entregá­los como presentes.

Em pouco tempo, e com aprovação de quem já conhecia os brigadeiros, ela decidiu comercializar os doces. Com a presença da empresa na internet, a empreendedora se sentiu motivada a abrir uma loja física. A loja da Made With Love tem o formato cart – menor que quiosques e com estrutura parecida com as instalações da Nutty Bavarian (aquela marca que vende castanhas torradas) em shoppings brasileiros.

Os produtos comercializados seguem a mesma linha das brigaderias do Brasil já que o doce é transformado em um produto fino e feito com ingredientes nobres e de primeira linha. Larissa conta que os americanos ficam surpresos ao descobrirem que o doce é feito à mão.

A empreendedora Marcela Ferrinha, assim como Larissa, apostou no brigadeiro e na parceria com o marido para começar seu negócio. A diferença é que Marcela optou por uma adaptação do doce, já que sentia uma certa dificuldade em explicar e convencer os americanos do que se tratava o “tal brigadeiro”.

Para solucionar o problema, a carioca de 34 anos começou a fazer trufas, que são uma espécie de brigadeiro coberto por uma camada de chocolate belga. Segundo Marcela as trufas eram mais conhecidas pelos estrangeiros e ficou mais e tornou­se mais fácil de vendê­-las.

Atualmente, a The Sweet Brigadier comercializa os doces pela internet e a marca está presente em eventos em Salt Lake City. Além disso a empresa é parceira de empresas como a Porsche e a Audi. E ainda segundo Marcela ela pretende abrir uma loja física e abrir uma rede de franquias da marca.

Também quer abrir um negócio no exterior? Confira 4 Dicas que você precisa saber

Mexa­-se e vá até lá! ​­ Abrir uma empresa fora do país exige do empreendedor que ele se atenha a questões importantes que vão desde a cultura e aceitação local à legislação do país. Conhecer de perto a cidade na qual irá abrir o negócio é essencial para que tenha informações e percepções importantes nas primeiras decisões a serem tomadas.

Busque informações, conhecimentos e especialistas locais­: ​O empreendedor deve buscar um sócio ou alguém que lhe informe sobre estrutura de custos, a realidade de negócios, funcionamento formal e informal no país, bem como a legislação vigente. Além disso é válido a contratação de profissionais de advocacia e contabilidade para a formatação do negócio. Para esclarecer questões quanto ao direitos trabalhistas do país, por exemplo o empreendedor pode contar a Câmara do Comércio, que faz intermediação de negócios entre o Brasil e outros países, e o Secom (Setor de Promoção Comercial), filiado ao governo.

Escolha os nativos ­ ​Muitos empreendedores ficam receosos na contratação da mão de obra local do país para qual se mudaram e por vezes buscam no país de origem profissionais para o seu negócio. Ao contrário disso treinar, ensinar e desenvolver sua cultura de trabalho à mão­de­obra local é mais proveitoso e você pode absorver muito da cultura deles, além de ser um aprendizado para ambos os lados.

Entenda a demanda e a oferta local ­ ​Em uma pesquisa feita em Orlando, pelo Departamento de Empreendedorismo e Gestão (DEG) da Universidade Federal Fluminense estudaram a internacionalização de pequenas empresas e a relação desse movimento com a imigração brasileira.

O professor e um dos coordenadores da pesquisa, Eduardo Picanço, comenta sobre uma tendência negativa do empreendedor brasileiro que deve ser evitada: “O empresário que vai para fora passa por muitas dificuldades porque está em um mercado novo que não conhece e acaba sendo naturalmente levado a abrir uma empresa para brasileiro também. E aí você cria um ciclo que pode ser crucial para o insucesso do negócio”. Ainda segundo ele, a empresa não deve ter um vínculo de dependência com seu cliente.

Claro que os clientes brasileiros são bem­-vindos mas é preciso fazer com que os outros clientes também se identifiquem com o produto ou serviço que você oferece. Pesquisar, analisar o mercado local, realizar uma boa pesquisa de preferências e tendências para onde você quer atuar é fundamental para que seu negócio tenha uma boa aceitação e conquiste, mesmo que aos poucos, um bom posicionamento naquele mercado e uma aceitação dentro daquela cultura.

Esses são simples passos que dão suporte a todos os outros para quando você abrir sua empresa fora do Brasil. Analise bem o mercado, faça investimentos inteligentes e e Independente de qual for o primeiro passo, comece agora e não deixe sua oportunidade de vencer no exterior para depois.

Sobre a Convidada 

Renata Cota, escreve sobre investimentos e mercado financeiro para o Blog Toro Radar junto ao sócio-fundador da empresa, Márcio Placedino. Além desses temas, empreendedorismo está sempre na pauta da mineira, de 24 anos formada em Marketing. A Toro é especialista em análise e educação na Bolsa de Valores e conseguiu crescer 500% de 2014 para 2015, bem como tem clientes em todos os 27 estados do Brasil.

Página Pessoal: https://www.facebook.com/RenatinhaCota

E-mail de contato: renata.cota@tororadar.com.br

Site da Toro: http://www.tororadar.com.br/

Quero Escrever um GuestPost