PaulistaHACK quer transformar o principal corredor da capital de SP no maior pólo produtivo de tecnologia e inovação do País

Desde sua divisão em terrenos uniformes em meados de 1981 a Paulista sempre foi vitrine fiel da vanguarda do pensamento de seu tempo.

Do 8 de dezembro inaugural em diante, primeiro ocupada pelos palacetes e casarões dos novos ricos e barões do café, passando por sua destinação como centro financeiro até os dias de hoje a Paulista sofreu inúmeras mudanças. A única constante: ser o referencial geográfico paulistano para o verbo inovar.

Em 2015 considerando o foco da inovação mundial como sinônimo de tecnologia o destino inevitável da Paulista é abrir espaço para novas empresas do setor de tecnologia, focadas em criar, escalar e solucionar problemas de alto impacto. É inevitável que as StartUps a transformem num arranjo produtivo local proeminente.

Exemplos dessa tendência não faltam: desde a veterana Buscapé Company, que iniciou seus negócios com um site de comparação de preços e hoje agrega, sob o comando de Romero Rodrigues, as empresas Bondfaro, Bcash, Brandsclub, Btarget, Moda it, E-bit, Lomadee, FControl, QueBarato!, SaveMe, Shopcliq, Hotmart, Recomind, Urbanizo, MeuCarrinho, Cuponeria e Navegg até o novíssimo Google Campus, que deve deve ser inaugurado ainda este ano.

Grandes aceleradoras também utilizam o espaço como polo atrator, como a Aceleratech, que há mais de dois anos no mercado, abriga seis projetos em aceleração, com destaque para o expansivo Eventick além de um corredor de universidades, com o foco em tecnologia, passaram a oferecer cursos na região.

Consonante com este movimento, nasceu em setembro, o movimento PaulistaHACK (www.paulistahack.com.br)., com o objetivo de deixar inequívoco o que já é óbvio para quem passeia entre o Paraíso e a Consolação. A Paulista é para inovar.

O segundo encontro no vão livre do MASP, no dia 3 de novembro, a partir das 19h, integrando o calendário oficial do São Paulo Tech Week, que se realiza de 3 a 9 de novembro. A agenda de trabalho dos organizadores do movimento PaulistaHACK é audaciosa e se apoia em 5 eixos. ocupação do espaço público e fomento a uma rede colaborativa do setor tecnlógico, articulação da governança e de expoentes do setor, conquista de um espaço permanente para a incubação de novos negócios, oferecimento de infra estrutura de base e o apoio a incentivos fiscais.

Para os idealizadoras do PaulistaHACK novas startups estão sendo criadas todos os dias e São Paulo destaca-se como um bem-sucedido ecossistema de empresas com esse perfil, apesar da recessão. Mais um fator é importante nessa equação: a transferência do centro financeiro da cidade para a região da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e a consequente desocupação e perda da identidade da via, inaugurada em 1891 e que já sediou antigas mansões dos barões de café.

O novo cenário, criado com o fechamento da Avenida aos domingos e as ciclovias, permitiu um ambiente cultural e comportamental alinhado à filosofia colaborativa e inovadora dos jovens das startups.

No que se refere a investimentos, nada mudou, é Isto o que aponta que diz o relatório do Fundacity Investment sobre o primeiro semestre de 2015 no Brasil que mostrou um investimento de R$ 170.843.000, em 183 startups, por 45 investidores. A advogada é categórica ao citar as conclusões do Fundacity Latam Accelerator Report: “Mesmo com sérias dificuldades econômicas e políticas que o Brasil vem enfrentando, vê-se que o investimento nas startups não sofreu uma decaída. Na verdade, o investimento feito pelas aceleradoras permaneceu estável em comparação com o ano passado”.

Zona de incentivo fiscal

A agenda de trabalho dos organizadores do movimento PaulistaHACK é audaciosa e o trabalho é feito por várias pessoas em rede: desenvolvedores, investidores, homens de negócios, evangelizadores, co workers, TEDxOrganizers, representantes de outros movimentos estão pouco a pouco integrando o coletivo, inspirado pela iniciativa.

Foi iniciado o levantamento da legislação junto ao Centro de Inovação e Empreendedorismo e Tecnologia (CIETEC), da USP, pois uma das metas é criar uma zona de incentivo fiscal para as empresas de tecnologia do novo arranjo produtivo da Avenida Paulista.

Um manifesto, ainda em fase de preparação, a partir das ideias surgidas no primeiro encontro no dia 23 de setembro, com a coleta de apoio de players de destaque para o mercado de inovação. Entre eles, está Lala Dehanzelin, Augusto de Franco, Oswaldo Oliveira, Daniel Marigliano, Diego Remus, Roberto Civille, Luís Leão, Cláudio Pinhanez, Pedro Markun, Tiago Eugênio, além de tantos outros inovadores, que foram ouvidos para que movimento interativo nascesse.

Diálogo: Prefeitura e Governo

Já foram mapeadas as atividades para alimentar um banco de dados e outra frente visa a criar uma zona livre de WiFi, que deverá buscar o apoio de comerciantes da região Paulista, por meio de uma campanha, para que seja possível a unificação de senhas e assim permitir um  down top, uma rede de WiFi Free em toda a extensão do corredor, por onde circulam 1,5 milhão de pessoas por dia. Buscar um espaço permanente em um local livre e gratuito na Avenida Paulista para os encontros da comunidade é outro foco da pauta do PaulistaHACK, que já iniciou um diálogo com a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado para a cessão de espaços para abrigar as sedes das futuras empresas que queiram se mudar para a área.

Na pauta: futurismo na Nasa

A programação da nova edição do PaulistaHACK destaca a palestra, no dia 3 de novembro, às 19h30, no vão do Masp, do engenheiro mecatrônico, Renato Stefani, que é especialista em futurismo e tecnologias exponenciais pela Singularity University, na NASA (EUA). Com 25 anos, o jovem criou o HackLife, sua empresa de consultoria e autoconhecimento que ensina, as pessoas a entenderem a vida como um sistema e “hackeá-lo”. “Como recuperar o controle do tempo de uma vez por todas”, por exemplo, é um dos posts escritos por Renato no blog, um dos canais criados para o público entrar em contato com a empresa dele, ao lado de podcasts, cursos online e workshops presenciais.

PaulistaHACK#2

Local: Vão livre do Masp, na Avenida Paulista, 1578.

Entrada: gratuita

Programação: palestras, networking, música e comidinhas

19h: chegada e aquecimento

19h30 às 19h40: palestra com o engenheiro mecatrônico, Renato Stefani, que é especialista em futurismo e tecnologias exponenciais pela Singularity University, na NASA (EUA)

19h40 às 20h30: apresentações curtas de empresas presentes ao encontro (pitches)

20h30 às 22h: networking facilitado

22h – música

Site: www.paulistahack.com.br

Marcia Golfieri

Marcia Golfieri

Sobre Nossa convidada:

Márcia Golfieri: é uma das idealizadoras do Paulista Hack, sócia da G8 Ideias em Inovação. Faz parte da comunidade TED, franquia norte-americana de eventos de inovação no mundo e já promoveu, como TEDxOrganizer oito edições do TEDx desde 2011. É embaixadora dos eventos AngelHack no Brasil. É co-organizadora e voluntária de diversas maratonas de tecnologia e inovação, como os hackathons da Escola de Negócios do Sebrae-SP, a 4a edição realizada pela FIESP e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

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