Universidade e empreendedorismo

Conectividade e interação que fazem a diferença

Para fazer um negócio de sucesso não basta ter uma boa ideia. Muitos programas starters dão espaço ao surgimento de ideias inovadoras que podem cumprir papéis importantes e até mesmo determinantes nas várias cadeias da sociedade. Mas o que fazer com elas¿ Jovens empreendedores se veem presos ao processo nascente e precisam de um incentivo maior para chegar à etapa de investimento.  Foi para cobrir esse gap que a Fundepar, juntamente com a Techmall – aceleradora de startups credenciada pelo startup Brasil e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior por meio do Sistema Mineiro de Inovação – SIMI, elaborou e está em fase de finalização da primeira edição do programa de pré-aceleração Lemonade, em Belo Horizonte – MG.

O professor Pedro Vidigal, diretor da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa, FUNDEP, ressalta a importância

Lemonade

de se ter consistência e know-how para levar uma empresa até o seu auge de crescimento. “O Lemonade  tem esse grande objetivo de disseminar os conceitos relacionados ao meio empreendedor – tais como modelo de negócio, tamanho de mercado, escalabilidade – proporcionando um cunho educativo de disseminação das várias questões relacionadas ao empreendedorismo. A ideia é estimular as pessoas a empreender de maneira consciente e com embasamento prático e teórico. Muitas vezes as pessoas acham que empreender é simplesmente criar uma empresa”, comenta.

Nesse sentido, a inclusão e articulação dos programas de aceleração e pré-aceleração com as instituições de ensino podem ser estratégicas para o desenvolvimento do ecossistema de inovação. Nas universidades estão pessoas capacitadas técnica e teoricamente, que têm acesso a laboratórios, professores, pesquisas necessários à elaboração e desenvolvimento de ideias. Resta, então, aliar esse potencial às demandas do mercado para trazer mentes brilhantes ao mundo das inovações e proporcionar pesquisa e desenvolvimento para o surgimento de ideias e negócios em potencial.

Mas e depois que o programa de pré-aceleração acaba¿ É cada um por si¿ O Lemonade vem trazer uma grande novidade também nesse aspecto. As duas melhores startups receberão aporte de 40 mil reais da Fundepar – como investimento primordial para dar continuidade aos negócios – mais outros benefícios, que somam um total de aproximadamente 200 mil reais. Elas também têm vaga garantida na aceleradora Techmall, de modo a passarem diretamente da pré-aceleração para a aceleração, sem rompimento de trabalho e desenvolvimento.

O Demo Day será no dia 09 de setembro (inscrições) e terá uma feira de exibição dos negócios finalistas para investidores em potencial que foram convidados a participar do evento, o que possibilitará às demais empresas uma chance de receber investimento imediato. O Lemonade foi pensado também visando à continuidade dos negócios após o término do programa de pré-aceleração, já que a importância está em agregar negócios inovadores e com potencial de escalabilidade ao ecossistema mineiro de inovação. E pra quem não foi classificado, todo esse trabalho tem que ser continuado. Por isso, a rede de networking realizada durante o programa será de grande valia para esses empreendedores, bem como a possibilidade de continuar recebendo apoio dos mentores Techmall e Fundepar.

Em sua primeira edição o programa de pré-aceleração Lemonade valorizou e incentivou a formação de equipes multidisciplinares e multiinstitucionais, para gerar troca de conhecimento e conteúdo entre os alunos e as instituições de ensino. Logo na primeira etapa foi possível perceber como a colaboração entre os profissionais de diversas áreas foi importante para o desenvolvimento dos negócios, uma vez que muitos deles entraram apenas como ideias e agora, ao final da segunda e última etapa de trabalho, estão saindo em fase de protótipo e primeiras vendas. Um desenvolvimento que não seria possível em oito semanas se não fosse pela colaboração de mentores e palestrantes de várias empresas e também das instituições de ensino apoiadoras do programa: UFMG, UEMG, CEFET MG, IBMEC, CTIT Empreender, Endeavor, Senai Minas e Núcleo UFMG Jr.

Além desse diálogo direto com importantes personagens do sistema de ensino mineiro, é interessante notar que as startups são formadas por alunos de diversas outras instituições, que, embora não sejam diretamente associadas à ciência e tecnologia, estão formando empreendedores em potencial. São exemplos alunos da Puc Minas, Fumec, Grupo Anima, Fundação Dom Cabral, Faculdade Pitágoras e até mesmo centros de ensino de outros estados do Brasil. No que tange o empreendedorismo e seu ecossistema, quanto mais troca de experiências e qualificação, mais força no mercado e potencial de crescimento.

Vamos conhecer melhor os negócios que fizeram parte do programa: Acesse: lemonademg.com e saiba informações mais detalhadas sobre o Lemonade.

E as equipes finalistas são:

eye signal: Equipamento não invasivo que fará a aquisição dos sinais biológicos humanos por meio da eletrooculografia para mover o cursor de um mouse.

Kornerz: Assistente de compras baseado em geo-localização para facilitar a busca por produtos na vizinhança considerando o perfil do usuário.

i-care: Pulseira destinada ao cuidado e bem estar de pessoas idosas que moram ou ficam sozinhas parte do tempo.

Estima: Localização fácil dos pets e monitoramento da saúde dos animais de estimação por meio de microchip e geo-localização.

Eat Up: Integração de mídias sociais, ferramentas de promoção e outras soluções para instituições de entretenimento e turismo.

Residuall: Otimização logística do processo de recolhimento de resíduos.

NAPPO: Conheça novas pessoas que estão no mesmo lugar que você.

QC: Aumente o seu poder de compra no e-commerce por meio da concorrência entre os varejistas e negociação.

GuestPost Por: LaPresse Comunicação