Startup: o investimento não garante o sucesso do negócio

Quando se fala em startups aceleradas, a primeira pergunta é: “Qual foi valor investido?”. O investimento não deixa de ser importante, mas não é ele que vai fazer acontecer o negócio e sim a equipe.

No Brasil há uma ideia equivocada por parte de alguns empreendedores que acreditam que um grande investimento – em alguns casos chegam a R$ 300 mil por startup em fase inicial – vai fazer do negócio um sucesso. Mas como diz aquele antigo ditado: não adianta dar o peixe, precisa ensinar a pescar.

O desafio de uma startup vai muito além; ela precisa conhecer o mercado onde busca atuar, para identificar claramente o problema que se propõe a solucionar através do seu projeto e estar bem preparada para a concorrência aqui e lá fora. Em um mundo globalizado, numa época onde todos querem ser donos do seu próprio negócio é preciso muito diferencial e persistência para se trilhar o caminho certo.

Para a aceleradora gaúcha Estarte.Me, o maior valor que se pode oferecer a uma startup é aquele agregado ao networking, à mentoria e ao acompanhamento dos projetos. O dinheiro ajuda, mas o sucesso do negócio depende mais da vontade, envolvimento, disposição, interesse e criatividade do grupo. O investimento médio de apenas 20 mil reais por startup é mais uma maneira de tangibilizar o quanto a aceleradora acredita no negócio.

Grandes projetos nasceram com o mínimo de investimento e hoje são cases de sucesso. Um exemplo é o próprio Facebook, que foi criado no dormitório universitário de Mark Zuckerberg.

Até mesmo nos Estados Unidos, tão utilizado como exemplo nesse mercado, as maiores aceleradoras investem cerca de 20mil dólares em cada startup. Por que no Brasil tem de ser diferente?

Para os próprios novos empreendedores receber um grande investimento pode não ser um bom negócio. É preciso ter certeza de que cada gasto da empresa que está nascendo deve ser bem investido, principalmente antes da existência do produto final que estão desenvolvendo.

Em resumo, a pergunta que deve ser feita sempre por uma startup é: “Precisamos de uma aceleradora ou de um investidor?”.

MauricioCenteno

Mauricio Centeno

Sobre o Guest Blogging

Maurício Centeno é administrador de empresas e já passou por diversas experiências de mercado em grandes grupos como Arthur Andersen, Dell e RBS. Como empreendedor, foi um dos sócios da agência digital Binário Internet e é sócio-fundador da Estarte.Me, uma aceleradora de startups situada em Porto Alegre, que busca ajudar outros empreendedores a executarem seus projetos na área digital (web, mobile, apps e games). É professor de Inovação e Empreendedorismo Digital no MBA da ESPM-Sul, e já foi mentor de concursos de startups como o Desafio BR (FGV) e Acelera Startup (FIESP).

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