Superapps tendem a revolucionar o mercado tecnológico brasileiro

O universo tecnológico caminha lado a lado com a evolução do mundo. Com isso, somos bombardeados com novos cenários, novas estratégias e novas tecnologias. Consequentemente, todo esse crescimento rende mais competições. E quando o assunto é aplicativo, toda essa evolução e mercado competitivo resulta em avanços como os superapps, por exemplo. 

Para quem não conhece o termo, esse é o nome dado para aplicativos que concentram vários outros sistemas em um só. Ou seja, ao invés de ter um app para mensagens, outro para vídeos e outro para carteira digital, você tem tudo em um só. Habilitando, assim, uma facilidade de acesso e menor armazenamento nos aparelhos. 

Quando se pensa nesse conceito, vem logo à cabeça o aplicativo chinês WeChat. Muito popular no país, o app é um sistema único com as principais funções de um smartphone – incluindo mensagens e carteira, por exemplo.

No entanto, por aqui no Brasil, os superapps vem ganhando cada vez mais força e pode ganhar tanta popularidade quanto na China. 

Diante da definição dos superapps, o desenvolvimento conquista pela proposta e brilha os olhos dos usuários. No entanto, vai além do armazenamento, como também apresenta uma oportunidade da sociedade se estruturar de modo responsivo a uma plataforma. 

Por mais que passe uma sensação de monopólio, é um convite para uma organização estrutural de atividades. Por exemplo, o WeChat definiu uma estrutura no cenário financeiro, fazendo com que a maior parte das lojas e estabelecimentos aceitasse pagamentos através do app.

Isso não só agilizou o comércio, como também facilita o próprio pagamento e evita um contato humano direto, evitando chances de contaminação, ainda mais nos dias de hoje. 

Outro ponto está no próprio mercado de apps. De acordo com um relatório da Statista divulgado no segundo semestre de 2019, existem mais de 4 milhões de apps para Android e iOS. Além de confuso, este excesso é nocivo para países emergentes, onde a população tem um armazenamento limitado nos smartphones

A ideia, então, é que os superapps possam retomar o equilíbrio. 

Superapps brasileiros 

Apesar da grande fama envolvendo o WeChat na China, o mercado brasileiro já está demonstrando força dos seus próprios. Segundo a nova edição do prêmio iBest, os aplicativos Ame Digital, Banco Inter, MagaluPay e Mercado Pago já fazem parte da lista dos superapps mais relevantes do país. 

Os quatro apps estão entre os dez da lista de indicações do prêmio, que será entregue por votação popular. A escolha, por sua vez, não veio do nada. Isso porque o iBest se utilizou de um algoritmo exclusivo, que analisou a presença e o engajamento de marcar e influenciadores das redes sociais

Para Ricardo Heidel, da área de Estratégia de Negócio da consultoria Accenture, o Brasil ainda está um estágio inicial na corrida dos superapps. “Há concorrentes de diversos setores, mas cada um deles ainda está limitado a sua atividade inicial. Eles podem ter frequência de uso, mas ainda não se firmaram com um grande portal”, analisa. 

Com essa visão, o Rappi vem se mostrando o app mais consistente nessa busca. “Conseguimos ser o seu assistente pessoal favorito para resolver problemas ao longo do dia”, diz Fernando Vilela, diretor de Crescimento e Marketing da Rappi no Brasil. Um dos pontos que coloca o Rappi nessa discussão, está em seu posicionamento como “delivery de tudo”. 

Não só isso como o app também oferece, além do delivery de qualquer produto, alguns serviços de aluguel, entrega de dinheiro e até cabeleireiro. Agora, também oferece uma carteira virtual, o que dá mais destaque entre os outros superapps. 

O que vem para o futuro? 

Ainda que o conceito dos superapps demonstre evolução mercadológica, 80% dos brasileiros ainda não sabem o que são superapps. No entanto, a pesquisa do Google que traz esse dado mostra também que 45,8% afirmam estar dispostos a baixar um superapp após entender o conceito. 

A partir disso, é possível enxergar um futuro promissor para os superapps e suas propostas. 

Um outro que chama a atenção é o Google Maps. Muitos especialistas apontam que o app é um forte candidato a superapp, apesar de muitos negarem ser o objetivo do Google.

Com isso, aplicativos de serviços financeiros, m-commerce e delivery apresentam mais potencial para se tornarem superapps. Principalmente por conta do alto número de usuários e a frequência de usabilidade. 

Para Ligia Cano, líder de apps para clientes de alto crescimento do Google Brasil, quem tem meio de pagamento, já tem grande vantagem. Tanto que os bancos digitais deram uma boa largada na corrida dos superapps.

Ainda que grandes forças brasileiras venham se mostrando capazes de entrar na briga, empresas vêm observando o posicionamento da Amazon. Isso porque a gigante do e-commerce vem ganhando cada vez mais destaque com seus variados serviços dentro do app, envolvendo não só compra, como também streaming

Por isso, no Brasil, especialistas apostam na pulverização de superapps. Muito porque os players terão o desafio de conquistar os usuários diante de um oceano de concorrentes. Gerando, assim, uma disputa de mercado interessante. 

FONTES
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