Pix: 4 pontos fundamentais que você precisa saber sobre o novo serviço

Com o inicio marcado para esta segunda (05), o Pix promete ser uma revolução no mercado financeiro. Criado pelo Banco Central, o novo serviço de transferência vem como um concorrente direto do TED e DOC. Não só isso, como também se apresenta como uma ameaça aos cartões de crédito e débito

Pela sua grandeza, o Pix é o assunto do momento. E muito dessa popularidade se deve pelas dúvidas em torno do serviço. Em primeiro momento, é importante saber que o Pix é um serviço gratuito para pessoas físicas, com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.

Os valores transferidos – não importa o banco – caem na conta em questão de segundos. Além de oferecer pagamentos via QR Code pelo celular e a máquina do estabelecimento. 

O serviço também oferece suas chaves de endereçamento. Com elas, o usuário não precisa mais informar nome, CPF, agência, banco e nem conta na hora da transferência. Isso porque todas essas informações ficarão armazenadas em uma chave, que vai ajudar na agilidade da transferência. 

Na prática, o Pix só vai funcionar a partir do dia 16 de novembro, mas já está gerando diversas dúvidas entre os usuários. Por isso, selecionamos quatro perguntas para esclarecer um pouco mais sobre o Pix.  

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O que é a chave de endereçamento? 

Essa provavelmente foi a principal pergunta que surgiu lendo o começo deste texto. O importante desse assunto é saber que essa chave vai funcionar como um identificador do usuário. Com isso, todos os dados serão armazenados em um único lugar, evitando a necessidade de ter que acrescentar essas informações a cada transferência. 

Pessoas físicas vão poder ter até cinco chaves para cada conta da qual forem titulares. No entanto, ter uma chave de endereçamento não é obrigatório. Porém, é recomendado para facilitar as transferências e o compartilhamento de dados.   

Mas calma, porque mesmo sem a chave de endereçamento, é possível realizar transferências. Elas podem ser feitas pelo QR Code, citado anteriormente. 

Todas as instituições financeiras terão o Pix? 

Mais ou menos. Isso porque o Pix só será disponibilizado em instituições que tenham mais de 500 mil contas de clientes ativas.

Mesmo que a instituição não queira utilizar (caso tenha menos de 500 mil contas ativas), é possível que todos adquiram o serviço. Muito pelo fato do Pix ser uma tecnologia mais rápida, mais barata e que promete se manter firme no mercado. 

“Confio que as instituições participantes vão desenvolver modelos de negócio e estratégias interessantes e economicamente atrativas, ofertando o Pix às empresas de modo a refletir o baixo custo e agregar serviços que gerem valor para os clientes”. É o que afirma Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. 

Há limite de transação pelo Pix? 

Em tese, não. Entretanto, instituições terão a opção de fixar um valor máximo para as transações. Outra função prevista é o de agendamento de transferências pelo Pix. Apesar de ser possível fazer o agendamento, o pagador precisa ter a quantia na conta no dia agendado. 

Esse recurso também é facultativo para instituições ofertante. Ou seja, mesmo que os bancos, fintechs e plataformas de pagamento tenham mais de 500 mil contas ativas, podem não disponibilizar a função. 

Se é gratuito apenas para pessoas físicas, quanto vai custar para instituições? 

Como dito anteriormente, o Pix é um serviço gratuito apenas para pessoas físicas. Com isso, bancos e fintechs vão precisar pagar, no mínimo, 0,01 centavo a cada 10 transações. De acordo com informações, o objetivo é que a taxa reflita apenas o ressarcimento dos valores necessários para manter a operação do serviço. 

E o porquê disso? Segundo Fernanda Garibaldi, da área de Fintech e Meios de Pagamento do Felsberg Advogados, é um plano para que as instituições financeiras desenvolvam soluções baratas. “Há uma tarifação para pessoa jurídica, mas deve ser muito menor do que o cobrado nas soluções que temos hoje”, explica. 

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