Outubro Rosa: como a tecnologia ajuda a salvar vidas

O Outubro Rosa acontece anualmente e tem como objetivo compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama, além de proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. 

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil (sem considerar o de pele não melanoma). Esse tipo de câncer representa cerca de 25% dos casos novos a cada ano. 

A divulgação dos sintomas é um dos principais focos do Outubro Rosa. Nas fases iniciais do câncer de mama, é possível identificar um dos principais sintomas: A manifestação da doença é o nódulo, fixo e geralmente indolor. Esse nódulo está presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher. 

No entanto também existem outros sinais e sintomas que devem ser observados principalmente depois dos 35 anos de idade: pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; e saída de líquido anormal das mamas.

Caso você observe um desses pontos, não se desespere. Eles também podem estar relacionados a doenças benignas da mama, portanto procure sempre um médico.

Tecnologia que salva vidas

Em 2020 o Google Health e a DeepMind, especializado em desenvolvimento de máquinas de inteligência artificial (IA), se uniram para a criação de um sistema que ajuda os médicos a realizar o diagnóstico precoce de câncer de mama.

Por fim, a ideia do sistema é diminuir os erros de falsos negativos. Isso é necessário porque as taxas de erro nos testes de câncer de mama são consideravelmente altas.

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Cerca de 1 em cada 5 exames não conseguem encontrar o câncer de mama, mesmo quando presente. É o resultado conhecido como falso negativo.

Por outro lado, cinco em cada dez mulheres também recebem pelo menos um alarme falso durante um período de 10 anos, conhecido como falso positivo. Em outras palavras, os falsos negativos são um problema grande.

O algoritmo da IA analisou imagens de mamografia de pacientes dos Estados Unidos (EUA) e do Reino Unido e teve um desempenho melhor do que os radiologistas humanos, fazendo com que a quantidade de falsos negativos diminuísse.

Por fim vale ressaltar que o uso da tecnologia não substitui o profissional humano. Portanto o objetivo é diminuir a carga de trabalho dos médicos humanos e dessa forma permitir que eles se dediquem ainda mais tempo ao atendimento dos pacientes.

Fonte 1 | Fonte 2

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