Índia bane mais 118 aplicativos chineses do país

Os aplicativos chineses vem passando por uma sequência de baixas na Índia. Em junho, o país baniu 59 aplicativos, incluindo o poderoso TikTok e o WeChat. Na última quarta-feira (02), o governo indiano baniu mais 118. Entre eles estava o app do game de celular PUGB, muito popular atualmente. 

O banimento desses aplicativos é justificado pelos apps serem “prejudiciais à soberania e integridade, defesa, segurança do estado e ordem pública” do país. Assim, o Centro de Coordenação de Crimes Cibernéticos da Índia, junto com o Ministério do Interior, enviou uma recomendação para bloquear os apps, considerados “maliciosos”. 

Até o momento, mais de 220 aplicativos foram proibidos na Índia. Por coincidência ou não, a decisão do governo indiano aconteceu dias depois das tropas indianas e chinesas se confrontarem. Algo parecido aconteceu quando o presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu banir o app dos Estados Unidos após conflito com o governo chinês. 

Conforme apresentado pelo Ministério de TI da Índia, o público também pede para tomar medidas rígidas contra aplicativos “que prejudicam a soberania” do país. Outro ponto chamativo está justamente ligado a quebra da privacidade dos cidadãos indianos.

Além das questões de conteúdos vistos com malícias, há uma preocupação quanto a coleta de dados. Mas, principalmente, sobre como eles serão usados.  

No entanto, o TikTok já informou que o compartilhamento de dados não acontece. Tanto que, em comunicado, o aplicativo ameaçou entrar na justiça contra um decreto americano.

Índia e Estados Unidos contra a China 

No início de agosto, o governo americano assinou um decreto para incomodar a vida dos apps chineses no país. No caso, o decreto dava 45 dias para o TikTok sair do país, ou ser comprado por uma empresa americana, o que chamou atenção do Twitter e Microsoft.

Ainda que pareça tendência excluir os aplicativos chineses de seus países, as justificativas vão muito além. E estão muito ligadas politicamente, indo além da segurança pública.

A questão da Índia com a China vem acontecendo desde abril. Nesse mês, funcionários da inteligência indiana identificaram um aumento incomum de tropas chinesas na fronteira.

Visto que teve o início da pandemia, o Exército indiano não reforçou o patrulhamento da região. Portanto, o Exército de Libertação Popular da China cruzou a fronteira e avançou em direção ao vale do rio Gaiwan, que fica entre a Índia e o Tibete.

Isso causou conflitos entre os dois países e resultou na morte de 20 militares indianos. Não só isso, como também o governo da China confirmou 43 baixas, entre mortos e feridos.

Já nos EUA a situação é outra. Isso porque o país norte-americano anunciou sanções contra 11 integrantes do Partido Comunista chinês e seus aliados. O receio é que a China possa interferir na eleição presidencial dos EUA para prejudicar Trump. 

Por fim, o comunicado da agência também afirma que a Rússia está interferindo na eleição. O país está disseminando informações falsas sobre Joe Biden, candidato do partido democrata. Nesse sentido, a agência, os russos estariam usando a mesma estratégia que ajudou na eleição de Trump, em 2016. 

FONTES
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