Tendência de live shopping da China estreia no Brasil

Em parceria com a influenciadora Camila Coutinho, a loja Americanas vai inaugurar uma ferramenta inovadora. Hoje (25), às 18h, a Americanas vai lançar a sua primeira live shopping em seu aplicativo. 

Na transmissão, os usuários vão poder comprar produtos exclusivos. Além de ganhar promoções, cupons e frete grátis durante a live shopping.

Em seus stories, a influenciadora contou sobre a parceria e explicou mais sobre o conceito dessa ferramenta de live shopping. Ela mostrou vídeos de sua viagem à China com trechos específicos de uma ferramenta usada em lives. 

A ferramenta funciona como uma espécie de monetização para o realizador da live, algo parecido com que mostramos aqui da estratégia do Instagram ajudar os produtores de conteúdo

Além de pagamentos instantâneos que o próprio público pode fazer durante a live – igual funciona o super chat no YouTube – a audiência pode também comprar. Por exemplo, vamos imaginar que o(a) influenciador(a) está falando de um produto específico em sua live. O usuário, nesse caso, consegue comprar este mesmo produto. E o melhor: sem sair da live. 

O recurso oferece a opção de compra, que leva ao usuário para uma vitrine virtual que apresenta os produtos comentados, e, ao lado, mantém a janela da live ativa (em tamanho menor). 

A estratégia já é tendência na China e é um passo para influenciadores brasileiros também aproveitarem. Assim, os produtores de conteúdo não precisam depender diretamente de uma marca. Ao mesmo tempo que o engajamento com o público só cresce. 

Live shopping já tinha pisado no Brasil 

Já mostramos inúmeras vezes aqui no site que muitas empresas precisaram se reinventar durante o período de pandemia. E a estratégia da China encantou os olhos de Estevan Sartoreli, presidente e fundador da fabricante de chocolates Dengo

No período do feriado de Dia das Mães, a loja inaugurou a funcionalidade de conseguir conversar com o vendedor e realizar compras por meio de uma live. “É uma forma de tirarmos dúvidas dos clientes e também de continuarmos próximos, amenizando um pouco da frieza de só comprar por meio de uma tela automática”, diz.

Além de conversar pelo chat com o vendedor, foi possível interagir com os produtos na prateleira. No entanto, para a compra, o usuário era direcionado para o site. A ideia de inovação é evitar esse direcionamento, fazendo com que o usuário se mantenha ativo na live, ainda consumindo o conteúdo. 

O futuro do e-commerce 

Apesar do conceito de live shopping não ser inovador – já que canais de televisão já fazem isso – a ideia em questão é facilitar ainda mais a experiência do cliente. E, consequentemente, ajudar o produtor de conteúdo a ter um controle maior da sua venda e do lucro. 

Segundo uma pesquisa da China Consumers Association (Associação de Consumidores da China), os usuários gostam desse método da live shopping por ser mais social e interativa. 

Neste ponto, o cliente também consegue se sentir mais próximo, não só do produtor, como também da marca. Afinal, ele não vai mais quebrar a relação entre o produtor e a marca. Com os direcionamentos para o site de compra, os dois universos aparentam ser coisas diferentes. A ferramenta consegue subverter isso, mantendo tudo em um mesmo canal, ao mesmo tempo. 

Ainda assim, a live shopping não entrega perfeição. Através de análises na China, foi observado que usuários também passaram por experiências negativas. Tanto que a mesma pesquisa com a CCA mostrou que 40% dos usuários enfrentaram problemas com o marketing falso

Uma situação dessa envolveu o streamer Li Jiaqi, que ficou conhecido por vender um recorde de 15 mil peças de batom dentro de cinco minutos. Em novembro do ano passado, o streamer cozinhou um ovo para demonstrar o funcionamento de uma frigideira antiaderente, mas os ovos grudaram. O incidente fez com que grande parte do público fizesse críticas nas redes sociais. 

Outro ponto preocupante está ligado com a originalidade dos produtos. De acordo com a pesquisa, muitas das plataformas que hospedam esses fluxos não processam pagamentos por conta própria. Ou seja, precisam de plataformas de terceiros, e isso pode dificultar o policiamento das plataformas, em caso de fraude. 

FONTES
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