Conta digital: pesquisa do Google mostra aumento na busca pelo serviço

Com a atual realidade de isolamento social, é menos comum ver pessoas visitando agências bancárias. Seja para pagar contas ou falar com o gerente. Apesar desse pensamento durante o período de pandemia, há uma dúvida também constante: e depois da quarentena? 

O Google realizou uma pesquisa sobre o ecossistema brasileiro de inovação durante março e abril. Durante a análise do volume de pesquisas de usuários brasileiros, a companhia conseguiu classificar as mudanças nos hábitos de consumo em três interesses: 

  • Compras online consideradas essenciais;
  • Atividades para se realizar em casa;
  • Serviços financeiros 

Entre a pesquisa dos “serviços financeiros”, o termo conta digital teve um pico agressivo. “Ainda assim, permanece dentro de uma tendência positiva que acreditamos que trará uma mudança de comportamento”, aponta André Barrence, Head do Google para startups da América Latina. 

Os dados mostram que o volume de pesquisa de conta digital aumentou dez vezes no mês de abril. Inclusive, o termo internet banking estava diminuindo antes da pandemia, mas recuperou o interesse, de acordo com Barrence. 

Conta digital e fintechs 

Outro ponto de interesse nas pesquisas é a busca por fintechs. A carteira digital PicPay, a plataforma Acordocerto e a assistente financeira Olivia ficaram entre as mais procuradas. 

Outros serviços que se destacaram entre conta digital e fintechs foram os serviços de entrega. Dentro da categoria “compras online consideradas essenciais”, foi observado um crescente interesse em “restaurante de entrega” (72%) nas buscas. Ainda assim, é necessário refletir por ser um comportamento tendencioso. 

A partir disso, o Google descobriu que as marcas mais populares nesses segmentos – iFood e Rappi – continuam crescendo. No entanto, startups menores também mostraram um crescimento significativo, como, por exemplo, os apps Zé Delivery e Empório da Cerveja

Home office  

Para o head, esse crescimento dos serviços financeiros e de entrega se deve pela união de conveniência e segurança. 

Essa soma também refletiu no trabalho remoto. Além do aumento na busca por móveis para trabalhar em casa (mais de 90%), também foi registrado um crescimento de 47% nas pesquisas por startups voltadas para o varejo e mercados de diferentes nichos.  

“Transformar esse interesse em um mercado real, em oportunidades de conversão e em clientes é o próximo passo. Várias dessas empresas e startups sabem que não basta aumentar o interesse, elas precisam converter o interesse em usuários pagantes e, mais do que isso, transformá-los em clientes recorrentes”, enfatiza.

E enquanto algumas startups e empresas conseguiram atender aos novos hábitos de consumo, o Google descobriu algumas lacunas. Como apontado por Barrence, uma categoria específica no setor da educação que cresceu foi o de ensino de idiomas. “Mas, ao mesmo tempo, não identificamos nenhuma startup que preenchesse essa categoria a ponto de destacar o estudo”, explica. 

Essa brecha, então, oferece novas oportunidades para empresas. 

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