Setor tecnológico aumenta número de contratações com pandemia

Tudo mudou com a pandemia. E os empregos também sofreram alterações, incluindo os setor tecnológico. De acordo com os dados do IBGE, a taxa de desemprego do primeiro trimestre terminou em 12,2%. Isso representa mais de 12,8 milhões de brasileiros sem emprego. 

A adaptação para trabalhos remotos e home office afetou diversas empresas no país, o que gerou uma onda de demissões e corte de gastos. Esses dados fizeram com que os profissionais de tecnologia se tornassem os novos queridinhos quando o assunto é contratação. 

Segundo o levantamento do PageGroup – empresa de recrutamento de executivos – houve uma alta demanda no trabalho à distância. Além de um crescimento em transações online e na busca por profissionais que possam conduzir projetos de infraestrutura, reforçar a segurança de dados e administrar o suporte técnico. 

Em entrevista ao G1, a gerente da área de TI da Michael Page e Page Personnel, Luana Castro, setores de saúde, e-commerce e alimentação estão sendo muito demandados. “Em um cenário de missão crítica, a tecnologia passa a ser primordial”, concretiza. 

Essa atualidade faz com que grande parte das empresas passe a continuar contratando diversos profissionais.

O PageGroup consultou empresas de todos os portes, e descobriu necessidades por engenheiros de software, analistas/especialistas de infraestrutura e redes, especialistas em Cloud, líderes em data science, entre outros.

O futuro é tech 

Com a situação atual já dando uma abertura ainda mais significativa para o setor tecnológico, o futuro tende a seguir os mesmos passos. De acordo com um estudo da consultoria McKinsey, só o Brasil terá um gargalo de mais de um milhão de profissionais de tecnologia dentro de dez anos. 

Os dados revelados durante a conferência Brazil at Silicon Valley, que aconteceu na última quarta (06), consideram a crescente demanda por profissionais da área e da capacidade das faculdades brasileiras na formação desses profissionais. 

No entanto, há uma preocupação quanto a esse futuro. Isso porque só 65% dos cursos de tecnologia obedecem aos requisitos básicos exigidos pelo mercado. Outro ponto é o fato do Brasil formar muito mais advogados e administradores do que profissionais do setor tecnológico. 

Apesar do cenário pessimista, é tempo de refletir sobre uma mudança para alterar esse cenário. Muito pelo fato do futurista Ian Pearson ter feito predições sobre possíveis profissões do mercado até 2050. 

Entre elas estão drones como ferramentas de entrega, inteligência artificial mais avançada, realidade virtual mais perto de substituir livros didáticos e até casas construídas com impressoras 3D. 

Afinal, como é dito, o futuro é tech. 

FONTES
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