Mercado de games: qual o futuro pós-Coronavírus?

O mundo mudou com a atual situação de pandemia do Covid-19. Os mercados não são os mesmos, o mercado de games e outros entretenimentos não são a mesma coisa, e muito menos a vida das pessoas. E olhar para o presente, faz gerar questionamentos sobre o futuro. 

O impacto é inevitável. Ele está ocorrendo agora e vai determinar o que será o mundo daqui pra frente. Com isso, diferentes mercados passarão por transformações. Atualmente, vemos o desenvolvimento do streaming com o fechamento dos cinemas. E até as preocupações e desenvolvimento de estratégias no setor aéreo. E tem também, o mercado de games

Em agosto de 2019, um estudo mostrou que o mercado de games, só no Brasil, deve crescer em torno de 5,3% até 2022. Os resultados mostraram uma projeção de um faturamento de US$ 878 milhões em 2022, só com jogos de celular. Para os jogos digitais, por sua vez, a estimativa é de US$ 1,756 bilhões. 

Os resultados vieram de um levantamento de 15 segmentos do setor em 53 países diferentes. Segundo os dados, os segmentos de publicidade digital e games são os que registram maior crescimento dentro dos próximos dois anos.

Por sua vez, as projeções vieram de agosto do ano passado. Sem qualquer previsão de pandemia. 

A atual situação do mercado de games 

Mostramos aqui no blog que os games estão funcionando como fontes de entretenimento durante a quarentena. Em meio à crise gerada, jogos digitais e serviços de streaming vêm se mostrando soluções de fuga para possíveis momentos tediosos e estressantes. 

E um mês depois desde o cancelamento de grandes eventos e atividades, a força dos games segue firme. O Twitter revelou, por meio do seu chefe de parcerias de conteúdo para jogos, Rishi Chadha, um aumento de 71% no número de conversas sobre games e eSports

Entre os times mais comentados, a equipe brasileira paInGaming estava na lista. Já entre os games, o lançamento de Animal Crossing: New Horizons foi o mais comentado durante o mês de março. Principalmente no Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Espanha. 

De acordo com Chadha, a tendência é um novo aumento durante este mês de abril. 

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O que acontece mais pra frente? 

A dúvida em questão é principalmente sobre as próximas estratégias do mercado. Com a quarentena e diminuição de aglomerações, dois cenários envolvendo os games podem passar por transformações significativas. 

A primeira delas está relacionada às vendas. O Covid-19 provocou uma força significativa do varejo digital. Com todos em casa, passou haver uma predileção por games em mídias digitais, ao invés de cartuchos e discos. Uma ajuda para esse crescimento não está só no atual cenário de quarentena, mas também devido a popularidade dos games de eSports, que essencialmente não possuem mídias físicas. 

Segundo dados da Verizon, o uso de videogames cresceu 75% entre os estadunidenses durante as horas de pico. 

A outra transformação está relacionada aos grandes eventos. A ideia de feiras como a E3, por exemplo, é de servir como uma degustação aos fãs e jornalistas, com pequenas apresentações do que vem pela frente. No entanto, há tempos empresas e produtoras vem priorizando o marketing digital e diminuindo sua participação em grandes eventos. 

Essa estratégia, por exemplo, é seguida pela Sony e pela Rockstar Games. Com o cancelamento da edição deste ano, outras desenvolvedoras já revelaram que vão seguir estratégias parecidas no futuro. 

Com isso, é possível que as próximas E3s passem por drásticas transformações em seu formato. Seja levando para um foco mais digital ou alterando a dinâmica do evento com os visitantes. 

Cabe aos fãs só esperarem. 

FONTES 
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