Entenda como funciona o programa de autocertificação do YouTube

Um dos assuntos mais discutidos sobre a plataforma do YouTube é a monetização. Vários criadores entram em conflito com o sistema por terem seus vídeos desmonetizados – muitas vezes, injustamente. Não à toa, surgiu o programa de autocertificação para diminuir esses embates. 

O principal conflito entre a plataforma e seus criadores é em relação a “não compreensão” do conteúdo. Questões de direitos autorais em músicas ou imagens são ações mais fáceis de serem encontradas e punidas de maneira correta. No entanto, muitas vezes, o próprio YouTube estabelece novas regras genéricas que afetam seus produtores de conteúdo. 

Recentemente, por exemplo, a plataforma passou a não monetizar vídeos que citam o Coronavírus. O objetivo estava longe de ser prejudicar os criadores, já que o foco era evitar conteúdos com informações falsas ou com teorias da conspiração envolvendo o vírus. Mas, ainda assim, prejudicou conteúdos relevantes e informativos por manter uma regra muito abrangente.

“[A ideia é] tornar o processo de monetização muito mais suave. Com menos ‘desmonetizações’ falsas”, explicou a CEO do YouTube Susan Wojcicki sobre o novo programa. 

Com a autocertificação, o próprio criador informa se seus vídeos atendem às políticas de conteúdo para a liberação de publicidade. Como explicado no vídeo publicado pelo próprio YouTube, a plataforma vai utilizar essas avaliações para decidir se os anúncios poderão ser exibidos em seus vídeos. E, se aprovado, quais.  

Caso o criador seja honesto sobre o conteúdo do vídeo, a plataforma passa a confiar na autocertificação. O plano é que a ação também crie um relacionamento entre as duas partes, dando mais liberdade de criação. 

Como funciona

Se o criador sabe que seu conteúdo encaixa nas diretrizes da plataforma, basta seguir um processo simples. 

Ao realizar o upload do vídeo, ative a monetização. Na parte de Classificações de conteúdo, selecione Nenhuma das anteriores

Caso saiba que o seu vídeo não atende às diretrizes, classifique o vídeo pensando nisso. Agora, caso classifique seu conteúdo como dentro das diretrizes, saiba que, no início, os sistemas automatizados serão utilizados até o YouTube perceber que você está classificando corretamente.

Após ganhar a confiança da plataforma, os sistemas automatizados não serão mais utilizados. 

Se houver uma sequência de classificações errôneas, é possível que o YouTube repense a inclusão do criador no Programa de Parcerias

Agora, se não souber classificar o seu vídeo, envie como Não listado. E selecione uma das duas opções que aparecerem na tela (a que classificar como mais correta). Depois disso, solicite uma análise manual. Assim, os revisores humanos tomarão uma decisão antes da publicação do vídeo. 

As três opções 

O programa oferece sugestões significativas aos criadores para uma melhor otimização e ajuste nos relatórios: 

  • Ativação de anúncios para o conteúdo – esta opção indica que o conteúdo do vídeo é adequado para anunciantes. E mostra que o conteúdo atende às diretrizes de conteúdo amigável. 
  • Ativação de anúncios, mas com opção de não ter – indica que o conteúdo do vídeo é seletivamente adequado. Ou seja, marcas podem optar em não participar. O que indica menos receita, já que menos anúncios podem aparecer em comparação ao outro cenário. 
  • Anúncios desativados – o vídeo com determinada tag não é adequado para nenhum anúncio. 

Dicas 

No próprio vídeo publicado pelo YouTube, divulgaram dicas aos criadores. Confira algumas: 

  • Leia as diretrizes e os exemplos de conteúdo adequado para publicidade;
  • Ative a monetização independentemente da avaliação; 
  • Avalie com precisão, especialmente vídeos inadequados.

FONTES 
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