Eleições nos EUA: Facebook e Twitter derrubam perfis relacionados com fake news

Ainda que a situação do Coronavírus seja o assunto do momento, nos Estados Unidos estão rolando as campanhas de eleições. E como não só a última eleição americana, como também a brasileira, causou polêmica devido às fake news propagadas, as redes sociais deram início às precauções.

Na última quinta (12), o Facebook removeu 49 usuários e 69 páginas da plataforma. A companhia também agiu no Instagram, excluindo 85 perfis ligados ao grupo Internet Research Agency (IRA), que são considerados os principais participantes dos movimentos de desinformação. 

No Twitter, a ação foi parecida. A companhia derrubou 26 contas em fevereiro e mais 71 agora. Ao todo, todas as contas tinham um alcance de 68 mil seguidores. 

Redes sociais x desinformação 

O Facebook publicou um comunicado sobre a ação explicando que o grupo do IRA estava em estágios iniciais da criação de audiência. O grupo contava com indivíduos da Gana e Nigéria. No entanto, a companhia acredita que ação estava sendo comandada por usuários da Rússia

A empresa informou que, com os perfis, o IRA gerenciava algumas páginas como se fossem organizações não-governamentais. E até pessoas públicas. Com as páginas e os perfis, divulgavam notícias sobre os EUA, com temas de questões raciais e gêneros. 

“Mesmo que as pessoas por trás dessa atividade tenham tentado esconder seus propósitos e coordenações, nossa investigação encontrou elos com a Eliminating Barriers for the Liberation of Africa (EBLA), como uma ONG de Gana. E indivíduos associados com atividades anteriores do IRA russo”, explica Nathaniel Gleicher, líder de políticas de segurança do Facebook. 

A página da EBLA estava se posicionando como uma ONG contra discriminações. Entre os usuários que seguiam as páginas, 65% estava localizado justamente nos Estados Unidos. 

Segundo relatos da rede social, a empresa chegou na informação após investigação realizada com outros jornalistas da CNN. Nessa investigação, foram descobertos cerca de 16 usuários que utilizavam os serviços do Telegram para organizarem as publicações. 

Na investigação, foi descoberto também que houve um pagamento de US$ 379 em publicidade nas duas redes. 

FONTE

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