Como está o cenário dos games com o Coronavírus?

Nos últimos dias, o coronavírus se tornou um impacto mundial significativo. Sua expansão vem gerando discussões análiticas sobre combate e precaução.

E ainda sem uma cura ou uma vacina contra o Covid-19, conferências, reuniões e eventos se tornaram ambientes propícios para um desenvolvimento ainda maior do vírus. Consequentemente, o mercado também é atingido. 

Como já mostramos aqui no site, tanto eventos quanto produções foram suspensas ou canceladas devido ao vírus. O mercado dos games também se envolveu nisso. Na última sexta (28), os organizadores da Conferência de Desenvolvedores de Games (GDC) anunciaram que a edição de 2020 seria adiada. 

“Depois de passar um ano preparando o show com nossos conselhos, palestrantes, exibidores e parceiros de evento, estamos genuinamente decepcionados por não podermos recebê-los neste momento (…) Temos toda a intenção de realizar um evento mais tarde no verão (entre junho e setembro)”, informaram no comunicado oficial. 

Ainda assim, algumas organizações se sentem confiantes, apesar do surto. A PAX East ocorreu normalmente entre 27/02 e 01/03, mesmo com o cancelamento da participação de grandes empresas. A E3 também se demonstra firme. Na última segunda (02), os organizadores garantiram que o evento ocorrerá normalmente

Por outro lado, o consumo dos games mostrou uma outra realidade.

Coronavírus transformando jogadores 

Com a propagação do vírus, atividades sociais e com aglomerações diminuíram. O que fez o consumo dos videogames aumentar ainda mais. De acordo com dados da plataforma de streaming DoYou, o número de jogadores de League Of Legends passou de 27 milhões para 53 milhões nos últimos meses. 

Mas o nicho que realmente ganhou destaque com o Corona é o de games de simulação de pestes. Devido ao fato do Covid-19 ter se tornado o assunto principal de qualquer noticiário e conversa, a curiosidade pelo “funcionamento” de um vírus cresce. Consequentemente, a busca por conteúdos envolvendo biologia e ciência também. 

O que foi o caso do game Plague Inc. No jogo, você atua como o próprio vírus ou bactéria e precisa atingir o objetivo de exterminar a humanidade, antes que a cura seja encontrada. 

No game é possível entender não só o funcionamento da expansão do vírus, mas também como ele age em sociedade e como a sociedade age contra ele. Lançado em 2012 para celular, PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC, o jogo também teve uma alta quantidade de download em 2014 em meio ao surto do ebola. 

A busca expressiva fez com o site da desenvolvedora Ndemic Creations saísse do ar. E a empresa ainda se pronunciou quanto ao crescimento com um alerta aos jogadores. “Por favor, lembre-se que Plague Inc. é um jogo, não um modelo científico. O atual surto do coronavírus é uma situação real que está impactando um grande número de pessoas”. 

Benefícios nem tão presentes

Apesar do impacto “positivo” para o Plague Inc., ainda é um cenário negativo de uma forma geral para o mercado. Principalmente para grandes eventos. 

O calendário de ligas e campeonatos de LOL sofreram diversos adiamentos. A Riot Games, por exemplo, suspendeu indeterminadamente a LPL (Liga Chinesa de LoL) e a LDL, da segunda divisão. O campeonato Pacific Championship Series também foi adiado.

No cenário do Overwatch, a Blizzard cancelou as partidas que aconteceriam na China. Não só isso, como duas equipes tiveram que mudar a sua base de treinamento. A Shangai Dragons e a Guazgzhou Charge saíram da China para uma nova instalação na Coreia do Sul. 

FONTES
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