Entenda como funciona o Mastodon, a rede social rival do Twitter

Para muitos, internet se resume a WhatsApp, Twitter, Instagram e Facebook. No entanto, no vasto mundo online, há diversas outras redes sociais que, aos poucos, vem conquistando seu público. Como a WT.Social, que já mostramos aqui no site. Mas a que vem ganhando holofotes é uma que surgiu para competir diretamente com o Twitter: Mastodon

O principal motivo está em sua descentralização – ou seja, não há uma empresa ou uma pessoa ou um governo na administração. Quem comanda tudo são os próprios usuários. Isso resultou em um crescimento de até 450% nas buscas no Google no começo deste ano, de acordo com dados do Trends, mesmo com o fato da rede social ter sido lançada em 2016. 

A liberdade ao usuário permite a criação de instâncias, que funcionam, mais ou menos, como uma rede social nova. No caso, qualquer pessoa pode criar sua própria versão do Mastodon, já que a rede tem código aberto. Isso permite diferentes “núcleos”. A instância colorid.es, por exemplo, foi criada para usuários que falam português com interesse em temas LGBTQI+. 

E já que é tudo livre, você pode ingressar em diferentes instâncias, de diferentes temas. Com esse foco, a ideia da rede social, segundo o programador e criador, Eugene Rochko, é “corrigir os erros do Twitter”. Apesar da diferença drástica quanto ao comando da rede, o Mastodon traz uma estrutura bem parecida com a rede de Jack Dorsey. Seguindo a linha de microblogging, o Mastodon oferece postagem de até 500 caracteres em seu feed.

A competição contra o Twitter surge justamente porque a rede social de Dorsey há anos sofre com críticas por não saber lidar com usuários polêmicos. Ou seja, em diversos casos de assédio, preconceito ou fake news, o Twitter foi altamente criticado, fazendo com que muitos usuários migrassem para outra rede. 

E, recentemente, o Mastodon se mostrou a melhor opção. 

Funcionamento das instâncias do Mastodon

Como explicado anteriormente, o Mastodon é composto por algumas instâncias, que funcionam como espécie de “núcleos”. E, como também mostrado, é possível interagir entre diferentes instâncias. Por exemplo, existe o mastodon.social e o Mastodon(te). Apesar de serem instâncias controladas por pessoas diferentes, em locais diferentes, elas falam entre si. 

Também parecido com o Twitter, é possível acompanhar uma timeline especial, com toots (onomatopeia de corneta, em inglês) públicos. Mas há também a timeline global (ou federada), onde estão as publicações de todos os usuários vistos pelo servidor específico que você está. 

A vantagem é que, apesar de parecer confuso, há filtros para ficar visível apenas conteúdo do seu interesse. 

Por ser uma rede social descentralizada, cada servidor é comandado pelo próprio público. Ou seja, caso o público não concorde com alguma coisa, o conteúdo do servidor é bloqueado e pronto. 

Quanto ao seu perfil, o tratamento acaba sendo mais completo que no Twitter. No Mastodon, no caso, você pode ter uma conta privada, mas ainda assim publicar um conteúdo para todo mundo ver. Bem diferente do Twitter, já que, por lá, se sua conta é privada, ninguém vê e se é aberta, todo mundo vê. 

O controle de visualização é também muito maior. Ou seja, todos os toots aparecem em ordem cronológica, os conteúdos “gostados” pelos outros não aparecem no meio da timeline e você também decide quem vê e quem curte seus conteúdos publicados.

Eaí, já criou sua conta no Mastodon?

FONTES

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