Carregar baterias em 60 segundos: descubra como essa tecnologia pode revolucionar em 2020

Smartphones avançam cada vez mais. São sistemas operacionais absurdos, câmera cada vez mais profissional e uma capacidade cada vez maior. No entanto, a bateria ainda segue sendo um problema para os usuários mais apaixonados. 

Mas, com um novo ano chegando por aí, novas mudanças prometem chegar junto.

Isso porque a startup do empresário Doron Myersdorf, StoreDot, pretende desenvolver baterias que conseguem carregar a bateria de um smartphone em um minuto ou um carro elétrico em cinco. A bateria é baseada em uma combinação de nanotecnologias e compostos orgânicos que armazenam energia com mais eficiência e segurança. No caso, as baterias aproveitam o lítio e substituem o grafite usado por fabricantes por uma mistura de metalóides, que inclui silício e compostos orgânicos sintetizados. 

“Essa tecnologia exclusiva tem o potencial de se tornar o mais recente padrão de carregamento rápido em setores como dispositivos móveis ou veículos elétricos. Mas também ferramentas elétricas, brinquedos elétricos, eletrodomésticos e outros”, informa a empresa.

Para realizar o desenvolvimento das baterias, a empresa teve um financiamento de US$130 milhões, além do apoio da BP, uma das maiores empresas de petróleo do mundo. 

O futuro das baterias

Por mais que a ideia tenha dado aquela empolgação, não tem previsão de lançamento. No entanto, a empresa procura lançar em 2020 carregadores com a capacidade de recarregar smartphones em cinco minutos.

Quanto aos carros, a realidade ainda é distante. Mas, da mesma forma, a empresa não vai deixar tudo parado. Até porque, antes de lançar as baterias para os carros, a companhia vai começar vendendo baterias para motocicletas. O que forçou o foco nas motos é que a bateria do carro exige dez vezes mais células de energia quando comparado com a bateria de uma scooter, por exemplo. 

O outro desafio é encontrar uma maneira mais eficiente de resfriar o equipamento enquanto está sendo usado. E é uma preocupação necessária. Até porque foi justamente o aquecimento das baterias elétricas que causou as explosões dos dispositivos da Samsung e da Tesla

Outra preocupação de Meyersdorf é a origem das baterias. De acordo com declarações, as baterias da StoreDot usam metade do cobalto em comparação a outras ferramentas. A questão é que 60% do cobalto vem de minas do Congo, onde tem um alto índice de exploração do trabalho infantil. 

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