Com a tecnologia atual, é muito fácil fazer as pessoas chegarem até você e ao seu conteúdo. Redes como Instagram e YouTube facilitam essa divulgação, além de conseguirem atingir um significativo número de pessoas. Mas até que ponto você deixa de consumir e vira criador?

É compreensível que muitos passam grande tempo consumindo e admirando certas pessoas. Porém, quando você vai deixar de ser apenas um consumidor e dar as caras para ser criador? Ao fazer isso, ao mesmo tempo que você divulga o seu trabalho, está propício a receber críticas e comentários agressivos. Mas isso está incluso no manual. Afinal, se você quer alcançar alguma coisa, precisa agir a todo momento.

Consumo x criação

Pablo Picasso já foi considerado pelo Guinness Book o pintor mais prolífico de todos os tempos. E o que fez o artista espanhol receber esse título? Ao todo, dentre os 75 anos de carreira, Picasso somou um total de 147.800 obras. O que equivale cerca de 1.970 obras por ano e 5,4 obras por dia.

Em nenhum momento da vida, Picasso parou para ler sobre pintura, ficar pensando no que pintar ou até mesmo vendo outra pessoa pintar para se inspirar. Ele simplesmente pintou.

É inevitável dizer que chega a ser assustador imaginar alguém produzindo tanto e diariamente. Mesmo que muitas não eram obras primas, apenas esboços que levavam 20 minutos para ficar prontos.

Mas o fato é que Picasso fez muita coisa na vida. E não parou. Isso só mostra quanto a constante ação faz a diferença na prática, que gera um resultado ao seu trabalho.

E uma maneira de fazer isso é justamente consumir as críticas que você recebe. Ouvir as instruções de alguém é fácil. No entanto, pegar esse feedback e colocar em prática é muito mais complicado. Por isso, a prática persistente faz um mundo de diferença.

O quanto você cria?

Pare e pense nos seus hábitos. Embora a absorção de informações seja importante para a melhora do seu conteúdo, é preciso também aprender para criar e compartilhar com outras pessoas.

Qual a proporção de tempo que você consome versus o tempo que cria? O consumo não é ruim para si mesmo.

Infelizmente, muitos gastam o próprio tempo reagindo às coisas que acontecem ao nosso redor ao invés de usar a energia para criação.

Lições não podem ser totalmente absorvidas. A menos que haja uma reflexão sobre elas. Nisso, passe a praticar no seu próprio tempo e use o feedback para melhorar.

No momento que você parar para refletir, pense na quantidade de tempo que gasta permitindo que as coisas aconteçam com você. Depois, compare isso com o tempo que você gasta fazendo brainstorm, praticando e construindo coisas que você curte.

Sentar e observar o que os outros fazem e se imaginar no lugar deles é fácil. Mas, para atingir esse objetivo, é preciso colocar a mão na massa.

O que você está fazendo hoje como criador?

É importante saber que quando tentamos, nem sempre vamos acertar.

Ações levam as pessoas para resultados adversos, por isso há grandes chances de erros. E não adianta fugir, eles vão acontecer. Mas o que vale a pena é quando algo bom acontece.

Puxando novamente o Picasso, das 147.800, poucas são notáveis.

Criar é cansativo e frustrante, e até doloroso. Mas no momento que você supera essas dificuldades, descobrirá que ser criador gera recompensas maiores do que consumir a longo prazo.

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