Na última terça (12), o Disney+ enfim deu às caras nos Estados Unidos. O serviço de streaming da companhia de Bob Iger vinha sendo aclamado desde o seu anúncio e conseguiu suprir as expectativas dos usuários. Tanto que, de acordo com os números divulgados pela própria Disney nesta quarta (13), a plataforma superou a marca de dez milhões de assinaturas em apenas 24 horas. 

Ainda que a empresa não tenha entrado em detalhes sobre o número de assinantes, é um número chamativo. E muito superior às expectativas. Isso porque analistas de Wall Street projetavam que o Disney+ fecharia o primeiro ano entre dez e 18 milhões de assinantes. 

Além desses números, a companhia divulgou que a série The Mandalorian foi o conteúdo mais assistido dentro desse tempo. De acordo com os dados, o primeiro episódio da série live action do universo Star Wars foi assistido por mais de duas milhões de pessoas. 

Entretanto, todos os dados mais detalhados serão divulgados só em 2020. “Não há planos de liberar dados sobre assinantes do Disney+ fora das conferências trimestrais da Walt Disney Company”, divulgou a companhia. 

Mesmo com o número expressivo, a Netflix ainda domina o mercado de streamings com seus 60 milhões de assinantes. O Hulu – também parte da Disney – tem cerca de 28 milhões. A Amazon, por sua vez, não revela o número de usuários do Prime Video, mas documentos obtidos pela Reuters apresentaram 26 milhões de clientes no serviço em 2018.

Porém, os grandes números também renderam muita dor de cabeça. 

Nem tudo fantástico no Disney+ 

Pelo alto volume durante as primeiras horas de lançamento, muitos usuários relataram diversos problemas de acesso à plataforma. De acordo com os relatos, houveram muitas falhas na realização do login, lentidão no carregamento e até falha em alguns conteúdos. 

Após diversas reclamações nas redes sociais, a empresa se pronunciou pelo Twitter. Segundo o post, a alta quantidade de acessos provocou um sobrecarregamento na plataforma. A principal frustração vem do fato da empresa ter tido tempo para se preparar para um possível alto volume de acessos. 

Foi estimado que a companhia gastou por volta de US$3 bilhões para o lançamento da plataforma. E grande parte dessa quantia estaria destinada à tecnologia BAMTech, que serve de base para algumas plataformas, como ESPN e, por um tempo, HBO

Em 2018, a tecnologia passou a fazer parte da companhia e é a principal divisão que responde pelo serviço

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