Diante uma geração de smartphones, tudo é muito melhor. Celulares mais rápidos, com as melhores telas, os melhores sistemas, câmeras melhores. E no fim, isso torna todos eles… chatos.

Isso porque a inovação dos aparelhos atingiu um ponto anti-climático. Players lutam para justificar atualizações anuais. Enquanto usuários atualizam cada vez menos, o que pode indicar uma chegada ao pico do smartphone. 

Atualmente, o que resta são os softwares e os ecossistemas dos aparelhos. O mais recente da Apple, o iOS 13, apresentou recursos como nova câmera. O Pixel 3, do Google, mostra super zoom e triagem de chamadas. E os novos dispositivos da Samsung entregaram mais potência de jogo. 

Essa realidade acaba se tornando semelhante a realidade dos games. Jogos como Fortnite, por exemplo, apresentam mecânicas e atualizações parecidas com a dos smartphones. Por sua vez, o destaque está em outro ponto: acessórios.

Esses surgiram como um efeito colateral da constante dificuldade de vender os smartphones por conta própria. Tanto que hoje, ao comprar um iPhone, é recomendável também comprar os AirPods, por exemplo. Ou um hub doméstico, caso seja o Google Pixel 3. 

Obviamente nenhum desses pontos é algo negativo. Até porque, mesmo chatos, eles representam utilidade e onipresença. 

Quem acaba realmente sofrendo com isso são as empresas que desenvolvem os aparelhos. A venda de smartphones só diminui, e companhias, como a própria Apple, dependem dessa receita. Por isso é visto um constante aumento nos valores. 

É possível observar essa mudança nas palestras dessas empresas. O que antes havia uma preocupação com o público, hoje o mesmo mal se prende. Ao invés de concentrar o conteúdo sobre o quanto a câmera é boa, esses eventos explicam como a RA pode fazer prédios ganharem vida ou como o telefone consegue interagir com você por voz, e por aí vai. 

Trata-se de problemas de desempenho, recursos extras ou outros complementos baseados em software. Alguns até podem ser importantes, mas grande parte não é. Todos apontam para uma coisa: o fim da guerra dos smartphones.

O controle de uma epidemia 

Nos dias de hoje, não há outra grande revolução ganhando força, que é recheada de brigas por entalhes, lentes de câmera e outras banalidades. 

No momento, o público vive uma batalha ecossistêmica. E o que vem a seguir é incógnita, mas longe de ser desinteressante. No fim, é o consumidor que sai ganhando. Ou não… 

Os smartphones já se tornaram uma ferramenta onipresente. Mesmo que haja uma boa intenção das pessoas em querer realizar encontros e conversas cara a cara, a tela do celular tem ali uma força para roubar a atenção.

Já é de conhecimento o quanto o uso exagerado traz consequências negativas. No entanto, o smartphone pode afetar mesmo quando não usado. 

Um estudo revelou que os aparelhos podem afetar a capacidade cognitiva, mesmo longe do alcance. Uma seleção de pessoas foi solicitada a concluir determinadas tarefas que medem a capacidade cognitiva, como resolver problemas matemáticos ou memorizar. Um grupo teve que silenciar o celular e colocá-lo no bolso. Enquanto outro, guardou em uma sala separada. 

O resultado mostrou que o grupo com o celular guardado em outro local se saiu muito melhor. Nesse ponto, mesmo “chatos”, eles geram um sentimento de necessidade único. 

FONTES 

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