Quem nunca quis que cachorros falassem? Que todos aqueles latidos fossem, na verdade, belas opiniões sobre a vida, o universo ou simplesmente um aviso mais concreto de que ele quer sair para passear? Ou até mesmo que ele pudesse avisar que alguém está em perigo? Sei que pode parecer muito coisa de filme, mas, na verdade, já é uma realidade, graças a um projeto experimental de cientistas de Atlanta.

Desenvolvido pelo instituto de tecnologia Georgia Tech, nomeado carinhosamente de FIDO, o projeto desenvolveu coletes para os cachorros conseguirem se comunicar. Ele funciona através de sensores de movimento que, a partir de componentes eletrônicos, interpretam os gestos dos pets. Essas interpretações, então, são transformadas em mensagens sonoras.

Além da “fala” servir como ajuda para alertas, também pode fazer o doguinho servir ainda mais como um aliado para crianças autistas, por exemplo. Já que com o colete, os cachorros conseguem informar quando precisa de afeto. O mesmo pode acontecer para pessoas propensas à doenças, já que os cães conseguem sentir e emitir alertas. 

É possível também que, após mais treinos, esses mesmos cães cheguem a atividades militares. Segundo a diretora do laboratório, Melody Jackson, o cão pode se comunicar caso for uma situação particularmente instável, como TATP, ou mais estável, como C-4

De acordo com Melody, os artefatos eletrônicos ficarão cobertos quando o colete chegar para uso comercial. Por enquanto, o projeto ainda está em sua fase teste. Tanto que, durante o processo, o sensor chegou a ser acionado aleatoriamente por objetos no meio do caminhos dos cães, o que acabou causando alertas falsos. 

“Os cachorros que trabalham são inteligentes e têm informações importantes que precisam contar para seus responsáveis (…) Este é apenas o começo de ajudá-los a se comunicar”, comentou a diretora.

Uma comunicação há tempos desejada 

Apesar de parecer uma realidade tecnológica muito atual, essa busca de diálogo já é coisa velha. Em 2017, uma agência de publicidade na Tailândia também desenvolveu coletes inteligentes. No entanto, a ideia era fazer os dogs virarem os guardiões da rua. 

As roupas traziam sensores que transmitiam vídeos em tempo real quando o cachorro latia. Através de um aplicativo, era possível enxergar através de seus olhos, literalmente.

A ideia, nesse caso, era fazer, através do colete, os cães ajudarem a comunidade e também outros vira-latas.

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FONTES

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