A realidade aumentada (RA) já é uma prática comum no universo da tecnologia. Muito se deve, principalmente a rápida evolução dos smartphones, fazendo com que a tecnologia fosse disponível para todos. E com ela veio uma prática ainda mais comum entre os usuários de rede sociais, que é o uso dos filtros faciais

Para quem utiliza Snapchat ou os Stories do Instagram conhece muito bem a tecnologia. E se diverte também, já que é uma ferramenta que adiciona objetos virtuais no campo de visão do usuário. Principalmente após o lançamento do Spark AR, que ocorreu no início do mês. Ele permite a criação de filtros, tanto para o Instagram quanto para o Facebook, e é a ferramenta perfeita para fãs dos filtros. 

Entretanto, não há a atenção necessária à prática dos filtros faciais. Visto mais como uma “brincadeira” não séria, o filtros RA podem ir além, oferecendo uma experiência de arte envolvente e pessoal. 

Novas maneiras de enxergar o mundo 

A maneira tradicional de se relacionar com arte é através da observação passiva. Isso permite pensar e considerar o que está sendo consumido. No entanto, a observação passiva dificulta a capacidade do espectador se envolver, explorar e criar ativamente obras de arte.

Uma maneira pela qual a RA pode fornecer uma experiência mais completa é por tomar uma visão da realidade, e acrescentar objetos visuais dentro desse campo. Nisso, esculturas, textos ou sons podem se misturar no mundo pré-existente. E justamente o Instagram e o Snapchat se mostraram pioneiros no uso dos filtros faciais. 

E um aspecto importante desse fator é que os filtros faciais são, frequentemente, ignorados como nova forma de arte. Sendo eles uma forma única de arte RA. 

Um dos principais benefícios dessa forma de arte é residir em ambiente virtual. Isso facilita não só a produção, mas também a popularização. Justamente pelo fator de conseguir ficar disponível em vários lugares ao mesmo tempo.

Filtros faciais de RA permitem que usuários experimentem possibilidades infinitas de impossibilidades da vida real. Como mudar o rosto ou fazer um objeto inanimado se mexer.

O poder único dos filtros faciais

Muitos artistas se aproveitam do recurso para justamente criar uma estética ou um cenário fisicamente impossível na realidade. Sendo surrealistas, absurdos ou até cômicos, filtros faciais permitem que usuários explorem uma variedade de “eus”.

Ao fazer isso, eles criam ferramentas artísticas. O filtro Crystal Tentacles, desenvolvido pelo artista Omega C, transforma o rosto do usuário em uma criatura marinha com tentáculos flutuando. Já no Slinky Face, por exemplo, o artista Jess Herrington oferece um filtro que faz o usuário ter o rosto semelhante a de uma lagarta de várias camadas.

Essas ferramentas permitem o usuário repensar tanto a mente quanto o corpo. Fazendo o mesmo entrar em estados surreais para explorar fisicalidades humorísticas que desafiam a realidade. Ou seja, nada mais do que arte. 

A popularidade dos filtros 

A geração atual está adotando a tecnologia mais rápido do que o previsto. O fato da principal faixa etária de usuários de RA ser de 18 a 24 anos se deve pela experiência com a identidade ser um estágio importante para o desenvolvimento. 

Há também o fato dos filtros faciais se encaixarem na compreensão do processamento visual contemporâneo. Usuários se mantém envolvidos, o que ajuda a aumentar o uso e compartilhamento de cada vez mais novos filtros faciais de RA. 

Filtros esses que são usados para experiências únicas ao invés de movimentos sociais coletivos. É possível que essa realidade mude com o tempo, à medida que a tecnologia é desenvolvida, atingindo um núcleo ainda mais amplo. 

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