Há uma semana cientistas de Jerusalém divulgaram a impressão do primeiro coração 3D. Agora, os alemães revelaram a produção de órgãos transparentes.

A pesquisa da universidade de Tel Aviv foi um grande avanço. E, com os órgãos transparentes alemães as pesquisas podem ser feitas mais rapidamente.

Ou seja, aparentemente, nós estamos cada vez mais perto de imprimir órgãos 3D em tamanho real. Dessa forma, será muito mais fácil o encerramento das filas de espera para transplante.

A pesquisa foi realizada na Universidade de Munique Ludwig-Maximilians.

Como são criados os órgãos transparentes?

Para que os órgãos sejam feitos é preciso de um solvente especial. Um esquema com o solvente é escaneado por um tipo especial de microscópio, com laser. Permitindo assim, que a imagem já apareça no computador com todas as estruturas necessárias.

Portanto, essa técnica poderá impedir – ou pelo menos dificultar – qualquer tipo de erro.

Na hora da impressão, células tronco devem ser usadas como tinta. Além disso, os pesquisadores precisam tomar muito cuidado para posicionar corretamente as células. A ideia é que cada parte vá para o local certo e em quantidade correta, permitindo que o órgão funcione.

E agora?

De acordo com o responsável pela pesquisa, Ali Erturk, nós nunca estivemos tão perto de realizar transplantes com órgãos impressos.

Se na pesquisa de Jerusalém a estimativa era de que nós começássemos a transplantar órgãos humanos em 10 anos, a pesquisa alemã esse número gira em torno de 5 ou 10 anos.

Aliás, em dois anos eles pretendem criar um pâncreas e em 5 já devemos ter um rim pronto.

Até o momento as pesquisas de órgãos 3D estavam sendo feitas com base em tomografias. Entretanto, elas não eram tão bem sucedidas. Com os órgãos transparentes, porém, têm tudo para dar certo.

Antes de fazer testes com seres humanos, a equipe pretende usar animais. Eles precisam ver se é possível manter uma vida que se encontra em um corpo menor, antes de partir para o uso em pessoas.

Fontes 1 e 2