Só quem já conheceu alguém na fila de um transplante sabe o quão difícil isso é. Não basta esperar que alguém possa doar, mas também é necessário alguém que queira doar. Por isso, o coração 3D é um grande alívio.

Uma pesquisa de 2017 apontou que 32 mil pessoas estavam a espera de um transplante de órgãos. Esse número refere-se apenas ao Brasil. Portanto, percebe-se o quão importante é que a produção de órgãos 3D seja um sucesso.

Essa não é a primeira vez que algo assim é feito. Entretanto, é a primeira vez que um coração 3D – ou qualquer outro órgão – tem células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras.

Ou seja, é a primeira vez que um órgão 3D tem vida. Esse pequeno coração 3D bate.

Do que o coração 3D é feito?

O coração 3D é feito de tudo o que um coração precisa. Eles possuem células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras. Mas de onde sai tudo isso?

Do próprio paciente. Por isso, se der certo, ele eliminaria completamente a necessidade de um doador.

Além disso, o fato de o órgão ser feito com as células do próprio paciente tem outro efeito. Toda vez que alguém faz um transplante há o risco de rejeição.

Porém, no caso do órgão 3D isso é praticamente impossível, uma vez que ele é formado a partir de partes do próprio paciente.

Já é possível realizar um transplante?

Infelizmente não. Aliás, é preciso dizer que deve demorar alguns anos para que isso se torne realidade. No momento, o coração apresentado tem cerca de 3cm. Por mais que seja um feito grandioso, ainda não é o suficiente para um ser humano.

Além disso, por mais que o coração esteja batendo, ele ainda não tem forças para bombear o sangue.

Os pesquisadores desejam estabelecer a comunicação celular e, depois disso, criar um coração 3D em tamanho real.

Primeiramente, as cirurgias de transplante serão feitas em pequenos animais. Porém, estima-se que em 10 anos já seja possível fazer em seres humanos.

Os estudos foram feitos por cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Jerusalém.

Fontes 1, 2 e 3

Thaís Dias

Diferentão Cultural