Comunicado da Nasa

Na história da corrida espacial pouco se fala sobre as mulheres. Entretanto, elas trabalharam muito para os avanços tecnológicos. Agora, a Nasa anunciou que fará a primeira caminhada espacial só com mulheres.

As astronautas selecionadas para a expedição são Anne McClain, de 39 anos, e Christina Koch, de 40 anos. Para essa missão, também denominou-se que uma mulher será a principal diretora de voo, Mary Lawrence.

Em uma conferência no Johnson Space Center de Houston (Texas), ela explicou que “Anne e Christina terão a oportunidade de estar na primeira expedição sem homens”.

A expedição

Essas mulheres foram designadas para a “Expedição 59”. Ela conta com três etapas:

22 de março: Anne McClain e Nick Hague têm como missão remover as baterias de níquel-hidrogênio do canal de energia de um dos painéis solares da EEI – estação espacial internacional – por baterias de íones de lítio;

29 de março: Troca de mais um jogo de baterias. Dessa vez, serão responsáveis Anne McClain e Christina Koch ;

8 de abril: Nick Hague e David Saint-Jacques precisam fazer a instalação de cabos na estação espacial.

Anne McClain e Christina Koch

As escolhidas para a expedição são veteranas na NASA, trabalhando em uma equipe fundada em 2013. Sua equipe atual é formada com igualdade, ou seja, 50% mulheres e 50% homens.

Anne McClain é comandante do exército dos Estados Unidos. Além disso, ela já trabalhou pilotando helicópteros. Está na EEI desde dezembro de 2018.

Christina Koch é formada em Engenharia Elétrica. Seu primeiro voo espacial aconteceu em março e, além disso, trabalhou em expedições no Pólo Sul e no Ártico.

Por quê uma expedição de mulheres?

A NASA não esconde qual o motivo dessa expedição: inspirar novas gerações. Cada vez mais o mundo compreende que não é possível desenvolvimento sem a participação feminina.

Por participação feminina compreende-se a força de trabalho das mulheres. Ou seja, se elas não fizerem parte do mercado de tecnologia, o mundo jamais atingirá seu máximo potencial de crescimento.

Porém, atualmente, o número de meninas interessadas por essa área ainda é muito baixo. Seja pelo fato de que as meninas não brincam com tecnologias, seja pelo fato de que elas não têm tantos modelos conhecidos nos quais se inspirar, é fato que o interesse feminino em áreas tecnológicas é mínimo.

Por isso, muitas empresas estão em busca de formas de atrair garotas. Inclusive, a boneca Barbie já tem o modelo de mulheres inspiradoras e engenheira robótica.

Ou seja, o mundo atual está preparando as meninas para o mercado tecnológico.

Fontes 1 e 2

Thaís Dias

Diferentão Cultural