Trazer animais de volta

O número de cientistas que já tentaram – e ainda tentam – trazer animais extintos à vida é elevado. Isso nunca aconteceu, porém pesquisadores afirmam ter dado um passo mais próximo aos mamutes.

Há anos seres humanos tentam “reviver” animais extintos. Durante a Segunda Grande Guerra, a Alemanha chegou a recolher animais de zoológicos de diversos países. Eles tentaram, por meio do cruzamento de espécies, reverter o processo de evolução e eliminar a extinção de animais alemães.

A prática foi considerada condenável pelo fato de ter envolvido roubo de animais. Entretanto, pesquisas com esse fim continuam sendo feitas. Só que agora de forma legalizada e fiscalizada.

Os cientistas têm uma lista de animais que poderiam voltar e, além disso, alguns que eles desejam trazer mesmo com as dificuldades – como dinossauros.

Para isso, eles dependem de avanços tecnológicos e, em alguns casos, contam com DNA preservado. O mamute, por exemplo, é um dos que se encontra no topo da lista para o retorno.

Isso se dá justamente pelo fato de que nós possuímos o seu material genético.

Mamutes

Nossa primeira aproximação dos mamutes aconteceu em 2011. A espécie Mamute Lanoso foi a última a entrar em extinção e, por viver em locais de baixa temperatura, algumas partes dos corpos foram preservadas moles.

Um dos fósseis descobertos em 2011 possuía medula óssea praticamente intacta. Por isso, os cientistas resolveram investir nas pesquisas com mamutes.

Em um artigo publicado na revista científica “Nature”, cientistas afirmaram que ter dado um passo muito importante.

Os pesquisadores injetaram material genético do mamute em camundongos, em células que poderiam se dividir para a formação de óvulos.

Pode-se observar a formação de um pronúcleo – núcleo de um espermatozoide ou óvulo durante o processo de fecundação – do núcleo de mamute. Entretanto, ainda não houve divisão celular.

O próximo passo é resolver a questão da divisão de células. Porém, os cientistas deixaram claro que o caminho para isso ainda é longo.

A maioria dos mamutes morreu há cerca de 14 mil anos.

Fontes 1 e 2

Thaís Dias

Diferentão Cultural