Bebês Prematuros


Segundo a OMS nascem, por ano, 30 milhões de bebês prematuros no mundo. Eles precisam de cuidados especiais, porém sabe-se que, para bebês tecnologia não é o suficiente.

Estudos já comprovaram que os recém nascidos precisam ter contato com a pele de outras pessoas. O toque ajuda no desenvolvimento deles, evitando as complicações nos pulmões, nos rins e infecções.

Além disso, o contato entre os pais e o bebê diminuem o estresse do período hospitalar. Nesse caso, não me refiro apenas ao nervosismo dos bebês. Afinal, para os pais não é um momento fácil, especialmente pelo fato que eles não podem pegar seus filhos.

Por isso, o ideal é que as crianças sejam mantidas na UTI, mas com o máximo de contato com pessoas.

Novo sensor de desenvolvimento

O novo sensor para acompanhar o desenvolvimento de bebês foi apresentado pela a Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos. O estudo para a criação da tecnologia foi realizado por meio da união entre médicos em engenheiros.

Os aparelhos usados atualmente envolvem cinco ou seis fios de eletrodos conectados ao bebê, monitorando respiração, batimentos cardíacos etc. Já o novo sensor não possui nenhum fio.

Portanto, ele não só permite maior mobilidade, como também evita lesões à pele sensível dos bebês.

A nova tecnologia faz uso de dois sensores de dois e cinco centímetros. Ele não faz uso de bateria e uma antena transmite os dados a um receptor que fica abaixo da incubadora.

Os resultados apresentados pela pesquisa demonstraram que o novo sensor funciona tão bem quanto o antigo. Portanto, seria só uma questão de melhorar a qualidade de atendimento aos pais e aos bebês.

Porém, o aparelho só deve chegar aos hospitais americanos em 2020. Os pesquisadores ainda precisam de autorização das unidades sanitárias.

Entretanto, o projeto não ficará parado. A Fundação Gates e a ONG Save the Children já distribuirão o equipamento na Zâmbia, Índia e Paquistão.

Fontes 1 e 2

Thaís Dias

Diferentão Cultural