O Pinterest tomou providências para não se envolver na nova polêmica das redes sociais. O Facebook não fez nada e, por isso, está mais uma vez sendo criticado pela mídia internacional.

Tudo começa com uma pequena busca no Facebook. Se você for na caixa de pesquisa e escrever “Vaccine” – vacina, em inglês – você vai encontrar uma série de grupos anti vacina.

Pais contra a vacinação. Fim da vacinação mandatória. Exposição das vacinas. Eduque antes de vacinar. Histórias de males causados pelas vacinas.

Esses são alguns dos grupos existentes na rede social. Neles, histórias são compartilhadas. Porém, quem comprova os dados apontados em cada uma delas?

Pesquisei em português para ver se o resultado era o mesmo. Porém, apesar de existirem grupos anti vacina no Brasil, a quantidade é bem menor.

Isso fez com que congressistas americanos cobrassem uma posição da empresa. O Republicano Adam Schiff é um dos que mais deseja entender o que o Facebook ganha com essa campanha anti vacina.

Pinterest deixa a situação ainda mais complicada

O Pinterest se protegeu dessa polêmica e, por isso, complicou o Facebook. Se você escreve “Vaccine” nessa plataforma, não há resultados.

De acordo com Ifeoma Ozoma, gerente de impacto social da Pinterest, a questão é simples. “Nós somos um lugar onde as pessoas podem encontrar inspiração e não há nada disso em conteúdos prejudiciais. Nossa visão é de que não somos uma plataforma feita para isso”.

A verdade é que o Pinterest aprendeu com os seus erros. Um estudo científico de 2016, apontou que quando o assunto era vacina, 75% dos posts do Pinterest eram negativos.

Por isso, os responsáveis pela página resolveram fazer mudanças. No ano seguinte ficou definido que seria banido “promoção de falsas curas para doenças terminais ou crônicas, além de campanhas anti vacinação”.

A justificativa para a mudança na política da rede social foi que a falta de informação “pode ter efeitos diretos na piora da saúde e do sistema como um todo”.

Apesar de a tecnologia usada pelo Pinterest poder ser burlada pelo uso de outros termos, a plataforma está tentando resolver o problema.

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