Robôs são solução para solidão?

Nós vivemos em um mundo digital. Isso nos trouxe muitas facilidades, mas também problemas. Será que os robôs são solução para solidão?

Uma série de estudos internacionais revelam que 1 em cada 3 pessoas são solitárias. Uma das justificativas para esse fato é o isolamento social.

Para ter-se uma noção, podemos usar um exemplo extremo acontecido em 2010. O Japão é um país que há anos fala sobre o fato de as pessoas ficarem isoladas. A população do país envelheceu e, além disso, as famílias se afastaram.

Como resultado disso, alguns idosos estão solitários. O acontecimento de 2010 foi fato de que o corpo de um homem de 111 anos foi encontrado e ele estava morto há 30 anos.

A família foi suspeita de fraude para continuar recebendo pensão. Entretanto, a outra suspeita era de que – assim como em outros casos – a família só tenha parado de visitá-lo.

Como a solidão te afeta?

O problema da solidão não é apenas a hora da morte. As pessoas solitárias, geralmente, tornam-se deprimidas, hostis e angustiadas. Além disso, elas podem ter menor qualidade de sono e problemas de saúde.

De acordo com um estudo recente, a solidão aumenta em 26% o risco de morte.

Porém, é importante ressaltar que a pessoa pode não perceber que é solitária. Tristeza e irritação são sintomas de solidão crônica e podem passar despercebidos.

Robôs para diminuir a solidão

Pensando em formas de melhorar a qualidade de vida, sem a necessidade de interação humana, pesquisadores começaram a criar robôs para isso.

Um grupo de idosos do hospital de Jouarre durante uma atividade com Zora.

Se já existem pessoas casando com realidade virtual, por quê não amar robôs? O Zora foi um dos primeiros a serem usados com idosos.

Um lar para idosos na França, chamado Jouarre, usa o Zora para auxiliar no cuidado com a saúde emocional dos pacientes. O enfermeiro que controla a máquina se enconde para que eles tenham a ilusão de que o ser se movimenta sozinho.

Na Austrália, um hospital que usa o Zora constatou que os pacientes ficaram mais animados graças à invenção robótica. Inclusive, eles começaram a participar de mais atividades, interagindo com uns com os outros.

Na CES 2019, o robô é doméstico

Na CES 2019, a empresa japonesa Groove X, apresentou o Lovot. Esse robô só tem uma função: amar o seu dono.

O Lovot é carente e demonstra o quanto precisa de afeto. Ele pede abraços, te segue pela casa e faz barulhinhos agradáveis.

Os olhos do Lovot tem um design muito especial. Eles foram projetados para serem redondos e grandes. É quase como os olhos do “Gato de Botas”. Como dizer não, quando ele só quer um abraço?

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Além disso, se você segurar o robô como um bebê, ele vai dormir nos seus braços. E o Lovot também reage ao toque humano.

Esse robô não fala, entretanto, é possível defendê-lo. Animais de estimação também não falam e o robô dá menos trabalho.

De acordo com o comercial, o Lovot foi criado para trazer mais amor para o mundo.

Aibo, o cão robô

Durante a CES 2019, a Sony renovou o Aibo. Esse robô cão fica conectado ao wi-fi. Assim, ele envia alguns dados para o dono, permitindo que seja criado um perfil do cachorro.

Além disso, ele tem sensores que permitem a reação ao toque. Portanto, não precisa se preocupar, ele não ficará parado quando sentir que recebeu carinho.

Fontes 1, 2, 3 e 4

Thaís Dias

Diferentão Cultural

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Thaís Dias

Thaís Dias do Carmo tem 25 anos, é formada em Letras português/italiano na USP e também é atriz. Na Influu atua na área de criação de conteúdo.

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