Empreendedores buscam formas de mudar o mundo. Eles procuram enxergar problemas na sociedade e descobrir formas para resolvê-los. Foi assim que nasceu o ReThink.

O aplicativo foi desenvolvido por Trisha Prabhu, uma adolescente de 13 anos. O assunto que deu origem ao app é conhecido pelos jovens do mundo atual, mas uma história específica foi a grande inspiração.

Essa história foi o suicídio de Rebecca Sedwick, de 11 anos. A americana pulou de um prédio depois de ter sofrido cyberbullying.

Isso deu origem ao aplicativo que incentiva as pessoas a repensarem suas palavras antes que elas machuquem outras pessoas.

Cyberbullying

Cyberbullying é, como o nome já diz, o bullying cometido por meio da internet. Diferente do que muitas pessoas acreditam, o bullying não é uma brincadeira e, por isso, deve ser combatido.

A maioria das pessoas já passou por essas situações de violência – seja psicológica ou física – porém para alguns a situação é pior. A diferença é que, antigamente, a perseguição acabava no momento em que as portas do colégio se fechavam.

Com o advento da internet, a situação não necessariamente acaba quando a pessoa chega em casa. No caso de Rebecca Sedwick, por exemplo, ela recebia mensagens o dia inteiro.

Nelas, as outras crianças diziam coisas como: “Por que você ainda está viva?”; “Se mata!”

ReThink

ReThink é, em inglês, repense. E é exatamente isso que o aplicativo propõe. Para explicar o que o app faz é melhor começar com um dado científico.

De acordo com pesquisadores, a parte do nosso cérebro responsável pela tomada de decisões só se forma completamente aos 25 anos. Por isso, para pessoas mais jovens é essencial que alguém os ajude.

Essa é a função do aplicativo ReThink. Ele serve para identificar mensagens de ódio. Ele avisa ao usuário que sua mensagem pode ferir os sentimentos de quem recebê-la e, assim, permite que a pessoa pense duas vezes antes de enviá-la.

Para ter-se uma ideia, no período de testes do aplicativo, 93% dos voluntários da escola de Trisha desistiram de enviar as mensagens.

Hoje, o aplicativo já está presente em escolas e o projeto só cresce.

Fontes 1, 2 e 3

Thaís Dias

Diferentão Cultural