Micro:bit Global Challenge

O Micro:bit Global Challenge é um desafio global para crianças de 8-12 anos. Na edição de 2019, uma manauara foi uma das vencedores desse prêmio internacional de robótica.

A ideia é permitir que crianças do mundo inteiro pensem em formas de mudar o mundo. De acordo com o CEO da micro:bit Educational Foundation, Zach Shelby, “toda criança poderá inventar coisas”.

Ele afirmou ainda que a capacidade tecnológica é “a habilidade de ter uma ideia, planejá-la, desenvolvê-la e utilizá-la para resolver um problema.”

Shelby acredita que prêmios como esse podem incentivar a alma empreendedora das crianças. E ele fala isso por experiência própria. Seu empreendedorismo começou na adolescência consertando computadores e ensinando as pessoas a mexerem neles.

Prêmio Internacional de Robótica

Os vencedores desse ano foram anunciados no dia 17 de janeiro. Eles irão receber o prêmio durante um evento em Londres, na Inglaterra.

Os vencedores de 2019 são:

  • América LatinaKathellen Lima, Brasil: Seu projeto pretende limpar a água e ajudar em questões sanitárias. Ela desenvolveu um sinalizador de lixo;
  • Oriente MédioZayd Nashed, Arábia Saudita: Projeto de saúde e bem estar. Ele criou um doutor robô que ajuda crianças com doenças como a asma;
  • América do NorteElizabeth Gatten, Estados Unidos. Projeto de Paz, Justiça e fortalecimento das instituições. Sua criação é a de um sistema de segurança de baixo custo;
  • ÁfricaJoseph Adewole, Nigéria. Pela saúde e bem estar, o projeto de Joseph é um sistema que mede a temperatura dos alunos e, em caso de problemas, avisa aos professores.
  • Ásia e PacíficoVigilantes do Desperdício de Alimento, Singapura. O projeto visa o consumo e a produção consciente. Por isso, foi desenvolvido um sensor que monitora a quantidade de alimento desperdiçado e te envia uma mensagem lembrando que isso não é bom;
  • Europa Team Veliki, Croácia. Buscando formas de saúde e bem estar, foi criado um aparelho que te avisa se sua postura está incorreta.

Kathellen Lima e seu projeto para o prêmio internacional de robótica

Fala-se muito sobre a preservação da Amazônia. Entretanto, o mundo precisa de ações para que a floresta fique protegida.

Por isso, Kathellen pode observar que à sua volta, a realidade estava muito longe do ideal. E, assim, ela chegou ao seu projeto, a boia:bit. A menina tem 10 anos e é aluna da Escola Estadual Itacyara Nogueira Pinho.

Feita com isopor e a micro:bit – um pequeno computador programável, a boia é um sinalizador que localiza lixo nos igarapés – curso de um rio ou canal. Assim, é mais fácil tornar o problema realmente visível para as pessoas.

O projeto foi orientado pelo professor de robótica Tiago Cauassa. Ele tem um projeto voluntário com crianças. O voluntariado é feito com apoio da empresa Arduino Manaus e a Positivo Tecnologia Educacional – que trouxe a Micro:bit para o Brasil.

Os juízes da competição disseram o seguinte a respeito do trabalho de Kathellen :

“Kathellen identificou propriamente um problema na comunidade dela, encontrou uma solução razoável e a implementou de forma assertiva… a codificação é curta e correta, além disso o dispositivo é engenhoso”.

Fontes: 1, 2, 3

Thaís Dias

Diferentão Cultural