As tragédias

Na última sexta feira (25/01) o país mais uma vez viu um cenário de destruição. Mais uma barragem que se rompe, mais uma cidade destruída. Dessa vez foi Brumadinho (MG).

Muitos se lembram de Mariana. Poucos sabem que esses casos começaram a acontecer em 1986. Aliás, acho que vale dizer que, somente nesse jovem século essa é a quarta barragem a se romper.

Como sempre, esse tipo de situação levanta algumas questões: a tragédia poderia ter sido evitada? O Brasil possui tecnologias que poderiam ter impedido que isso acontecesse?

Atualmente, Minas Gerais tem 450 barragens. Estima-se que, pelo menos, 22 delas não sejam seguras.

Tecnologia é uma solução?

Uma das primeiras coisas a chamar atenção no caso de Brumadinho foi o fato de que as pessoas estavam desprevenidas. Uma tecnologia simples, uma sirene de aviso, existe na cidade. Porém, ela não funcionou.

Quando tragédias como essa acontecem por motivos naturais é muito difícil a prevenção. Entretanto, diversos países já usam tecnologias que permitem a diminuição de perdas humanas.

Da mesma forma, o Brasil poderia estar usando tecnologias que impedissem calamidades de proporções semelhantes às de Brumadinho. Já foram desenvolvidos, por exemplo, equipamentos para o monitoramento das barragens.

Porém as empresas não são obrigadas a usá-los. Sendo assim, esse tipo de situação continua se repetindo.

Como as Startups podem ajudar Brumadinho?

Muitas pessoas estão se perguntando como é possível ajudar as vítimas. Porém, as pessoas físicas muito pouco podem fazer. Como já foi divulgado pela mídia, o elevado número de mortos faz com que doações não sejam necessárias.

Entretanto, essa não é a única forma de ajudar. A ajuda de Startups tem sido muito requisitada. Por isso, foi criado um grupo com o nome Brumadinho Task Force.

Para participar é preciso preencher um formulário online. Nele, empreendedores podem informar suas ideias tecnológicas para ajudar.

Depois que o formulário for preenchido, a pessoa será encaminhada para um grupo de WhatsApp. Estes, são divididos de acordo com as habilidades apresentadas pelo voluntário.

Mas não é só isso. Algumas empresas, como o Uber Eats, estão usando as próprias operações para fornecer ajuda. O aplicativo criou um restaurante chamado Juntos Por Brumadinho.

Nele, você pode comprar produtos que devem se entregues para as vítimas.

Fontes 1, 2, 3 e 4

Thaís Dias

Diferentão Cultural