Existe uma série de frases prontas no Brasil relacionadas ao pensamento. “Adivinha meu pensamento” ou “Um doce pelo seu pensamento” são dois bons exemplos.

De acordo com um estudo recém publicado na revista científica Nature, isso não está tão distante. A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York, Estados Unidos.

Adivinhe meu pensamento

Para a pesquisa foram monitorados pacientes que tiveram o crânio aberto para cirurgia. Todas as suas atividades cerebrais foram mapeadas e, assim, os cientistas conseguiram resultados inéditos.

Segundo eles, foi possível analisar as atividades e transformá-las em uma coisa tão legível quanto uma fala feita de forma natural.

Aliás, essas leituras puderam ser reproduzidas por um estilo de voz de inteligencia artificial.

Ou seja, esses estudos mostram que em um futuro não tão distante será possível captar as atividades cerebrais e compreender exatamente o pensamento de um ser humano.

Vantagens

É importante ressaltar que o estudo não tem o intuito de invadir a privacidade de cada indivíduo. A ideia é ajudar os médicos a compreender quais os graus de coma de uma pessoa, por exemplo.

Se ela ainda é capaz de compreender e responder aos estímulos que estão sendo feitos por médicos e familiares.

Além disso, seria também possível ajudar pessoas que não tenham a capacidade de fala. Seja por causa de algum acidente, seja pelo fato de terem nascido assim.

Para que o processo fosse possível foi usado um algorítimo de computador. O vocoder pode “ouvir” gravações de vozes e, assim, ser sintetizado para repetir as falas. Reconheceu? É a mesma tecnologia utilizada em equipamentos como a Alexa, da Amazon.

O processo de pesquisa

Para o estudo foram usados pacientes diagnosticados com epilepsia. Todos eles estavam passando por um processo recente de cirurgia cerebral, ou seja, seus crânios haviam sido abertos.

Esses pacientes ficaram ouvindo frases ditas por outras pessoas e, enquanto isso, os pesquisadores mediam suas atividades cerebrais. Assim, o vocoder aprendeu a falar.

Depois disso, os pacientes ouviram as mesmas gravações, mas eles precisavam contar de 0 a 9 enquanto ouviam. O vocoder registrou os movimentos do cérebro e, ao ser acionado, contou de 0 a 9.

Com o sucesso dessa etapa, os cientistas podem passar para a próxima. Agora é hora de o vocoder aprender palavras e frases mais complexas.

Fontes 1 e 2