Foi entregue o Prêmio Para Mulheres na Ciência 2018. A premiação é  realizada por uma parceria entre a L’Oreal Brasil, a Unesco e a ABC (Academia Brasileira de Ciências).

Em sua 13ª edição, o evento contemplou as sete vencedoras com uma quantia de R$ 50 mil. Esta, deve ser usada como um investimento em seus projetos científicos.

No total, 524 cientistas se inscreveram. A ideia desse evento é incentivar a participação de mais mulheres nesse setor. Buscando, na ciência, a igualdade de gênero.

As vencedoras são escolhidas por uma comissão de jurados da área científica. Essas pessoas avaliam o projeto das concorrentes e decidem quais merecem ser vencedores.

Quem são as sete vencedoras?

Para Mulheres na Ciência 2018

(Foto: Fabio Cordeiro / Divulgação)

Angélica Vieira – Universidade Federal de Minas Gerais

Sua pesquisa é sobre a resistência à antibióticos. Especialista em Imunologia, seu projeto quer descobrir os efeitos de uma boa alimentação balanceada com as bactérias benéficas do nosso corpo. Essas bactérias podem ajudar na nossa proteção por meio da produção de substâncias chamadas de metabólitos.

Ethel Wilhelm – Universidade Federal de Pelotas

Estuda o envelhecimento populacional. Uma das causas do câncer é o envelhecimento das células e os pacientes costumam reclamar de dores pelo corpo. Ethel se dedica a encontrar as causas das dores para poder indicar terapias específicas para idosos.

Fernanda Cruz –  Laboratório de Investigação Pulmonar (LIP) do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro

O trabalho começou a ser desenvolvido durante a iniciação científica dela. Ela está procurando a melhor forma para tratar asma grave e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A ideia é fazer isso de forma menos invasiva, com uso de monócitos em vez de células-tronco.

Sabrina Lisboa – Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

Estuda o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Sua pesquisa de pós-doutorado tem o objetivo de encontrar uma forma de tratamento eficaz e na qual os pacientes não precisem combinar diversos remédios, pois isso os expõe aos efeitos colaterais.

Jaqueline Soares – Universidade Federal de Ouro Preto

Ela deseja usar o talco produzido pela pedra sabão para o desenvolvimento de próteses ortopédicas e dentárias. A expectativa é de criar um material resistente, facilmente aceito pelo corpo e de baixo custo.

Luna Lomonaco – Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo

Estuda o Conjunto de Mandelbrot, um dos fractais mais conhecidos. As equações de fractais descrevem fenômenos que parecem aleatórios, mas seguem uma regra.

Nathalia Lima – Universidade Federal de Pernambuco

Sua pesquisa tenta resolver o problema do pouco tempo de validade do cimento. Por meio de técnicas como microscopia de fluorescência e química quântica, ela pretende encontrar novas formas de armazenamento para aumentar a durabilidade do produto.

Fontes 1 e 2