Cientistas europeus estão finalizando os preparativos para sua expedição em Mercúrio. De acordo com o planejamento, as duas sondas devem ser lançados na noite de sábado (20/10).  A chegada em Mercúrio deve acontecer daqui a 7 anos.

A missão, que recebeu o nome de BepiColombo, vai enviar duas sondas para a órbita do planeta. A responsabilidade pelo estudo é da ESA – Agência Espacial Européia – e pela agência espacial japonesa JAXA.

Cada uma das empresas foi responsável pelo desenvolvimento de uma sonda. A da ESA vai estudar a superfície, o interior e a exosfera (a parte mais externa da atmosfera de um planeta). Enquanto isso, a sonda da JAXA vai analisar a magnetosfera (região que envolve o planeta, quase uma proteção perante o universo).

A ideia é que as sondas investiguem e descubram mais novidades sobre o planeta. Por mais que pesquisadores já tenham acreditado que o planeta não tinha nada de interessante, isso não é verdade. No decorrer dos anos, os estudos sobre o planeta surpreenderam a comunidade científica, portanto, pode-se esperar que mais estudos aconteçam.

As duas sondas serão enviadas em um foguete. O lançamento será realizado na base Kourou, na Guiana Francesa.

A jornada da expedição em Mercúrio

A primeira ideia sobre o BepiColombo surgiu em 1990. Como já se podia imaginar, entre a concepção do projeto e o seu efetivo lançamento, muitos problemas precisaram ser resolvidos.

Por sua localização no sistema solar, Mercúrio é um planeta desafiador para cientistas. Os cálculos precisam ser exatos, levando em conta a gravidade em volta do planeta – que é diferente da Terra. Qualquer erro poderia levar as sondas diretamente para o sol.

Graças à gravidade do planeta, a energia gasta é oito vezes maior do que a necessária para uma viagem até Marte. Além disso, o tempo estimado para o percurso é muito mais longo.

Somado a isso há o fato de que a luz do sol perto de Mercúrio é dez vezes mais intensa do que na órbita terrestre.

Por isso, Mercúrio foi – dos planetas do sistema solar já estudados – o que menos atraiu a atenção dos pesquisadores. Essa é a segunda expedição para o planeta. Antes dela, aconteceu a Messenger, financiada pela NASA. O estudo durou quatro anos, de 2011 a 2015.

Fontes 1 e 2