Começou a 11ª edição da BGS – Brasil Game Show. Um dia antes do início do evento, aconteceu uma abertura para a imprensa e nós podemos dizer que está sensacional. A BGS 2018 vai até o domingo, dia 14.

Um dos maiores eventos de games do país, a BGS é uma ótima oportunidade para quem deseja conhecer os novos games e desenvolvedores. Inclusive, um dos melhores locais do evento é o espaço indie, onde desenvolvedores independentes podem apresentar seus jogos.

Além disso, a BGS é o local ideal para quem gosta de cosplays. Seja para se vestir ou simplesmente observar o pessoal que capricha muito no visual.

Quem quiser ainda tem tempo de ir no evento. O único dia que está lotado é o sábado (13/10).

Os ingressos podem ser adquiridos por meio do link http://www.brasilgameshow.com.br/ingressos/. O valor varia de R$ 110 (meia, individual) a R$ 699 (Premium e bussiness, com acesso a todos os dias).

Acontecendo todos os dias, das 13 às 21 horas, o evento é realizado no Expo Center Norte.

Como emplacar jogos no mercado?

A Barbara Nerd entrevistou o Emanuel Fonseca, responsável pela FlipFlop Lab e  ele falou um pouco sobre como é ser um desenvolvedor independente. 

De acordo com ele, “a parte mais complicada é inserir o jogo no mercado. Existem jogos de qualidade excelente, que não deixam nada a desejar, mas têm dificuldade de entrar no mercado. Eles usam o steam – plataforma de jogos -, onde o jogo é colocado como indie, o pessoal pode votar e aí o jogo vai crescendo.”

Ele afirmou ainda que é muito complexo emplacar os seus jogos na playstation. Isso acontece pelo fato de que “é baseada sempre em convites, você não consegue entrar nela por conta própria.”

A Xbox é mais simples, pois se você pagar todas as licenças exigidas pela empresa, é possível lançar o jogo.

Outra dificuldade apontada por ele foi com relação aos investimentos. Atualmente, no Brasil, é praticamente impossível encontrar investidores anjos para jogos. Igualmente difícil é conseguir um patrocinador, mesmo que a marca apareça durante o jogo.

A situação estava melhorando, mas voltou a decair com a crise econômica. Por isso, no caso da FlipFlop Lab, existe a preferência pelo desenvolvimento de outros produtos – como jogos de tabuleiro.

O jogo de tabuleiro mais recente da  FlipFlop Lab chama-se Oggin e foi desenvolvido com financiamento coletivo.

Com relação à divulgação, Emanuel afirmou que as redes sociais ofereceram mais resultado do que qualquer outra estratégia.

 

Thaís Dias

Diferentão Cultural