Mulheres e mercado financeiro: Investir não é uma tarefa fácil. É preciso saber lidar com as mudanças do mercado financeiro e, de acordo com um novo estudo, mulheres têm mais calma para resolver esse tipo de situação.

O estudo foi feito pela Nutmeg Saving and Investment, uma assessoria-robô com sede na Europa. Ele revelou que, em casos de grandes oscilações de mercado, os homens ficam mais nervosos. Eles são quatro vezes mais propensos a retirar o dinheiro dos investimentos do que as mulheres.

Mulheres e mercado financeiro

Para o estudo, os pesquisadores levaram em consideração o FTSE 100 Index – um índice com 100 empresas com mais ações na Bolsa de Londres. Durante os últimos seis anos, o índice passou por momentos de grande oscilação – isso é marcado por mudanças 1,5 vez maior do que o normal.

De acordo com o estudo, mesmo quando o mercado enfrentou, em 2013, a crise causada pela dívida grega, as mulheres se mantiveram firmes com seus investimentos.

Porém não deve-se pensar que a maioria dos homens abandonou seus investimentos e vendeu suas ações. Nos dois sexos a maioria das pessoas não se desesperou. O que acontece é que dos 2,4% que abandonaram os investimentos, a maior parte era do sexo masculino.

Relação com outro estudo

A Morningstar – empresa americana de análise de investimentos – já havia feito um estudo que obteve resultados muito semelhantes aos da Nutmeg.

De acordo com o estudo da Morningstar, a forma como as mulheres se comportam perante as situações de risco lhes dá vantagem. Elas são capazes de gerenciar seus investimentos de forma mais “fria”, especialmente no que diz respeito à renda fixa – investimentos com retorno garantido, como a poupança.

No Brasil

No Brasil, as mulheres estão participando cada vez mais do mercado financeiro.  Apesar de ainda serem a minoria – elas representam apenas 22% dos investidores na Bolsa Valores – os números estão crescendo.

Em 2018, 13.000 mulheres começaram a investir na B3 – nome da Bolsa de Valores oficial do Brasil.

Além do fato de que as mulheres têm mais calma nos momentos de crise, elas são consideradas boas investidoras por pensarem a longo prazo.

Fontes 1 e 2

Thaís Dias

Diferentão Cultural