O mundo inteiro está de olho no Google por causa de notícias sobre a criação de um mecanismo de censura. O nome do projeto seria Dragonfly, uma tecnologia criada especialmente para a China.

A ideia é se adaptar às regras do país, usando o seu próprio motor de buscas. Ao que tudo indica, o Dragonfly permitirá ao site descobrir o telefone dos usuários.

Como é mundialmente conhecido, a China tem algumas regras de censura e o Google pretende ajudar. O governo do país controla o tráfego online e quais são as informações que circulam pela rede.

Se a iniciativa da empresa funcionar, será possível acessar as informações telefônicas dos usuários e, dessa forma, será mais fácil localizar a pessoa que estiver cometendo um ato subversivo.

Além disso, o mecanismo será capaz de ocultar informações que não forem do agrado do governo chinês. De acordo com o jornal ‘The Intercept‘ até mesmo algumas palavras e termos – como direitos humanos ou Prêmio Nobel – não poderão ser traduzidos para o chinês.

A notícia se espalhou rapidamente pelo globo, entretanto a empresa se recusa a fazer um pronunciamento sobre o caso. Isso não impediu que funcionários insatisfeitos surgissem declarando que o Dragonfly está realmente sendo desenvolvido.

Diferente do resto do mundo

O Dragonfly é um mecanismo que foge do que o resto do mundo procura. Depois das eleições americanas que acabaram com a vitória de Donald Trump, as pessoas começaram a se preocupar ainda mais com a privacidade.

O dono do Facebook, Mark Zuckerberg, precisou prestar contas sobre a empresa para o governo dos Estados Unidos e da Inglaterra sobre a segurança das informações dos usuários.

A Europa resolveu mudar a legislação de privacidade na internet. Inclusive, as leis ficaram mais rigorosas para o uso de redes sociais por menores de idade.

Porém, isso não se aplica à China e, aparentemente, as empresas que desejam entrar nesse mercado precisam se adaptar à essa realidade. Algumas ONGs já estão se manifestando contra a decisão do Google de aderir às exigências chinesas, mas isso não parece fazer efeito.

Fontes 1, 2 e 3

Thaís Dias

Diferentão Cultural