Startups lideradas por mulheres: Marcia Monteiro, arquiteta paulistana, fundou a startup Upik, lançou, no ano passado o serviço arquiteto de bolso. Ele funciona dentro do aplicativo de mensagens do Facebook, o Messenger.

Um robô virtual cadastra quem se interessar e, então, um arquiteto faz orientações sobre como reformar sua casa – a um preço muito menor do que geralmente se encontra no mercado.

Em curto prazo de tempo, a startup conseguiu fechar contratos com grandes varejistas de construção, como Leroy Merlin e C&C.

Esse destaque no mercado fez com que Marcia pudesse levantar R$ 350 mil para financiar a startup.

Márcia não é a única. O número de mulheres que investiram em suas startups vem crescendo. De acordo com a Ace, em 2017, o número de empresas cujas fundadoras eram mulheres e que foram aceleradas por lá passou de 29% do total.

Este pode ser um dos fatores considerados positivos da crise, mais pessoas decidiram empreender, inclusive mulheres, segundo Ajnsztajn.

Startups lideradas por mulheres

Uma das curiosidades vem do fato de que, de acordo com novo estudo realizado pelo Boston Consulting Group (BCG), startups geradas por mulheres recebem muito menos investimento do que as que têm homens encabeçando. Apesar disso, as empresas comandadas por elas, a longo prazo dão um maior retorno em receita.

Apesar disso tudo, as convenções sociais do patriarcado ainda fazem estranhar a postura dessas empresárias.  A mineira Roberta Vascolelos, co-fundadora e presidente executiva da Startup Bee or Coffee, conta que era vista como alienígena pelas amigas.

Para a própria Roberta, ainda há vários paradigmas a serem quebrados pelas mulheres nesse ambiente.

Apesar do destaque das mulheres na liderança, existem áreas das startups nas quais ainda é difícil ver mulheres. Por exemplo, as que estão diretamente ligadas ao desenvolvimento de tecnologia.

De acordo com Ajnsztajn, “Culturalmente, a informática sempre foi vista como uma profissão para homens”.

Apesar de essa informação poder ser entendida como verdade nos anos recentes, de acordo com o texto da Thais Dias, aqui no startups stars, que afirma que as mulheres já foram maioria no mundo da tecnologia.

“Esse pioneirismo tem como justificativa o fato de que os computadores  foram usados, inicialmente, para fazer cálculos e processar dados, atividades que eram, principalmente, empreendedoras femininas.”

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