Deepmind – Quando se pensa em inteligência artificial, uma das primeiras coisas que vem à cabeça de muitas pessoas é o medo.

Grande parte deste medo emana da ficção científica, geralmente de filmes, onde uma grande empresa (provavelmente com um nome muito chamativo, como Skynet) começa a desenvolver robôs inteligentes que começam a destruir o planeta. Porém, uma pequena parcela deste medo é real, visto que o próprio Stephen Hawking alertou pesquisadores da área em 2017 sobre o uso de inteligência artificial.

No entanto, apesar do temor da mentalidade coletiva, a inteligência artificial (IA) pode muito bem servir à humanidade de maneira positiva. Hawking, também disse que uma IA pode ajudar a acabar com a fome e pobreza.

Como a Deepmind pode ajudar?

A empresa, fundada em 2010 e adquirida pela Google em 2014, é a líder mundial em pesquisa e desenvolvimento de IA e suas aplicações e impactos positivos para a sociedade. Eles acreditam que muitas áreas, como Mudanças Climáticas e Saúde, estão se desenvolvendo a passos curtos, e a IA pode ajudar a resolver este impasse.

O desenvolvimento por enquanto está focado na criação de IA’s que são focadas em jogos. Por exemplo o AlphaGo, um programa de computador que venceu em 2016 o melhor jogador de Go do mundo por 4-1, com uma plateia com mais de 200 mil pessoas online.

O AlphaGo é um programa de IA construído por meio do uso de uma técnica chamada de Neural Networks (ou Redes Neurais em português), uma rede de “neurônios virtuais” que aprendem com os inputs e outputs dados (como vídeos de pessoas jogando) a fazerem tarefas, parecido com neurônios biológicos que possuímos.

Outro programa criado pela empresa é o DQN (Deep Q-Network). Ele foi criado também utilizando as Redes Neurais junto com o Reinforcement Learning (ou Aprendizado Reforçado em português), que, como o nome diz, reforça o aprendizado presente nas redes com outros inputs/outputs, não necessariamente corretos ou necessários.

O DQN dominou mais de 45 jogos do Atari 2600 com maestria, acima de qualquer nível humanamente possível.

Mais programas

Outros programas foram desenvolvidos, como o DNC (Differentiable Neural Computer), que seria o surgimento de uma memória aumentada para as redes neurais, que eles acreditam ser uma nova ferramenta tanto para a ciência da computação quanto para a ciência cognitiva e neurociência.

Parece coisa de ficção, mas é realidade. Inteligência Artificial já existe e está ganhando força no meio científico. Mas não há nada para se afligir, pelo menos por enquanto. A empresa, junto com o Elon Musk, CEO das empresas SpaceX e Tesla, e mais outros 2,4 mil pesquisadores na área de IA, assinou um acordo para não desenvolver robôs autônomos capazes de matar pessoas. Um motivo para não se preocupar com a ficção se tornando realidade.

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