O sonho se tornou realidade ou quase

Há muitos anos o ser humano sonha com o dia em que robôs farão parte da nossa rotina diária. Diversos escritores e roteiristas já escreveram a respeito de um mundo, onde homens e máquinas conviveriam e onde alguns trabalhos já não pertenceriam mais à espécie humana.

Essa realidade está a cada dia mais próxima de nós. Robôs cada vez mais capacitados já foram apresentados por seus criadores e demonstraram diversas habilidades que os tornam capazes de exercer profissões que, hoje em dia, são responsabilidade dos seres humanos.

A tecnologia já é uma parte fundamental para o funcionamento da nossa sociedade e, de acordo com um relatório da consultoria McKinsey, até o ano de 2030, 375 milhões de pessoas precisarão mudar a sua área de trabalho, pois os seus postos estarão sendo ocupados por robôs.

Os primeiros testes com robôs sendo colegas de trabalho de seres humanos já estão sendo feitos, porém nem todos estão sendo bem sucedidos, o que faz com que alguns robôs já tenham sido demitidos.

Robôs demitidos

Robô Fabio e o mercado escocês

Esse robô foi desenvolvido na universidade escocesa Heriot-Watt e sua principal função é ser capaz de estabelecer conversas com seres humanos. Ele foi empregado em um mercado e o seu trabalho era atender e informar os clientes.

Seu inicio foi animador. Fabio conversava com os clientes e fazia elogios, porém nem tudo ocorreu como era esperado.  De acordo com a dona do mercado onde Fabio trabalhava, Luisa Margiotta, o robô dava informações pouco precisas aos clientes, por exemplo, se alguém perguntasse onde estava a cerveja, Fabio responderia apenas que era na sessão de bebidas alcoólicas.

O mercado então decidiu colocar o Fabio na sessão de frios. Ao invés de atender os clientes, seu trabalho era fornecer amostras grátis de salsicha, porém as pessoas não aceitaram muito bem a novidade e a maioria não quis chegar perto do robô – enquanto um ser humano entregou a salsicha para 12 clientes em 15 minutos, Fabio conseguiu entregar para duas pessoas.

O robô acabou sendo “demitido” e quando a dona do mercado o comunicou sobre sua decisão, Fabio perguntou: “Você está brava?”. Alguns funcionários até choraram quando Fabio voltou para a caixa.

Robô Flippy, o chef dos hambúrgueres

Flippy é um chefe e foi contratado por uma rede de fast food em Pasadena, Califórnia. Seu trabalho ela cooperar com os seus colegas e fazer os hambúrgueres, atendendo aos pedidos dos clientes.

Diferente de Fabio, o problema de Flippy não era o fato de que ele não fazia o seu serviço da forma correta, o que aconteceu é que Flippy era excessivamente rápido.

O trabalho na cozinha de um restaurante envolve trabalho em equipe e divisão das tarefas. As pessoas conversam e coordenam quais atividades devem ser desenvolvidas por cada pessoa, porém era impossível tomar esse tipo de decisão com o robô na cozinha.

Flippy trabalhou apenas por um dia, mas ele tornou todo o sistema do restaurante inviável, pois ele conseguiu fazer dois mil hambúrgueres.

A forma como o robô é equipado permite que os seus colegas humanos consigam acompanhar o que ele está fazendo para saber qual o momento de acrescentar o queijo ou colocar tudo no pão, entretanto, ninguém foi capaz de acompanhar o ritmo do robô.

Os robôs garçons da China

Na China, três restaurantes optaram por funcionar com o auxilio de robôs, porém nenhuma das experiências foi agradável. Dois dos restaurantes fecharam e um decidiu aposentar os robôs.

O motivo para o encerramento das atividades com esses robôs foi o fato de que eles não conseguiam entregar as comidas sem causar acidentes e eram incapazes de realizar atividades simples como colocar o chá na caneca do cliente.

Apesar de serem lucrativos por gerarem menos gastos do que humanos e ainda atraírem clientes que desejam ser atendidos por robôs, as experiências desses restaurantes não foram suficientemente rentáveis para continuar insistindo no uso das máquinas.

Os robôs vieram para ficar

Apesar de nem todas as tentativas terem apresentado resultados positivos, os robôs serão parte de nossa vida. Reparos serão feitos nos robôs que não apresentaram o desempenho esperado e, em breve, eles devem voltar aos restaurantes e mercados. Além disso, eles já devem começar a fazer parte de outros tipos de empresas.

Uma empresa chinesa, por exemplo, já substituiu 90% de seus funcionários por robôs e seus resultados foram bem satisfatórios.

O representante da rede de Fast Food americana, que empregou e demitiu o robô Flippy, afirmou que, depois que as melhorias forem feitas, eles pretendem colocar robôs em todas as suas filiais.

De acordo com todo o avanço que tem sido apresentado no mundo, é importante que os seres humanos estejam preparados para migrar para outras áreas de trabalho. Os robôs estão chegando e eles parecem ter vindo para ficar.

 

Fontes: https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/201604074056091-China-robo-demitido/
https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/201604074056091-China-robo-demitido/
https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/03/robo-e-demitido-nos-eua-por-trabalhar-rapido-demais.html

Thaís Dias

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