Desafios diários de sofrer preconceito de feministas e alguns machistas

Oi gente!

A minha eterna luta, não tem sido me mostrar como uma mulher que fala sobre negócios, mas como um ser humano que ama fazer coisas diferentes, executar e empoderar o próximo, seja quem for. Definido isso, vem as barreiras, seja dentro de casa, dentro da empresa, dentro dos blogs, pois as pessoas estão chatas e tem um discurso muito diferente do que vivem na prática e eu preciso falar sobre isso.

Primeiro que somos seres humanos completamente diferentes e com os direitos completamente iguais, mas não por isso que conseguimos todos fazer a mesma coisa. O homem por exemplo, nunca poderá gerar uma criança, a mulher por exemplo, sempre terá mais limitação física que o homem. Eu poderia dar vários exemplos onde a natureza apostou mais em um sexo do que no outro… e isso é muito lindo: termos habilidades que são complementares e isso faz a comunhão do ser humano ser ainda mais perfeita.

Na prática: as pessoas são chatas. Tudo é motivo para alguém se doer e provar que o outro está errado. Não estamos em guerra gente, estamos lutando ao mesmo tempo pelos direitos de todos nos como seres. Vamos à um exemplo, eu já fui e sou líder de diversas empresas… acima de mim, sempre foram homens e eu liderando as equipes… e essas equipes se colocam como feministas… e sabe de uma coisa? Ninguém nunca deixou de ficar de cara feia para mim por alguma decisão que não agradou… mas quando os meus chefes falam… opa, ninguém fala nada… É como se o meu pedido não fosse aceito, nem pelas feministas e o pedido do chefe homem, fosse acatado sem nem um tipo de argumentação. E olha, sempre foi o mesmo pedido (o meu ou o deles). Agora me expliquem o porque disso.

Isso é porque o machismo está muito mais presente no íntimo das pessoas do que elas imaginam. Sair disso é algo muito difícil, eu sugiro aqui, nesse bate papo, que enxerguemos as pessoas de forma igual e que essas mesmas pessoas consigam ver a diferença entre elas. E a partir disso, vir o respeito e que você possa pensar por que eu torço mais para um do que para o outro.

Eu sofro diariamente com ataques indiretos e que me deixam com vontade de mandar o mundo p M. Eu dei exemplo de liderança, mas agora eu vou dar exemplo nos blogs… Muitas empresas começam com blogs e depois viram produtos ou serviços. O quem disse Berenice foi assim, o StarSe e muitos outros. Mas você acredita que muitas pessoas não acham que isso é uma forma de empreender? Se for de fulaninhO é legal, e eu não to dizendo que esse machismo é apenas de homen, eu sofro mais machismo de mulheres do que de homens. Parece que como eu comecei a trabalhar muito cedo num mundo repleto de homens, aprendi a me impor muito bem, mas com as mulheres, que coisa difícil. (Não estou dizendo que os homens são santos ou que mereçam um pedestal, estou apenas explicando que aprendi a lidar melhor na linguagem deles). 

O blog me abriu muita porta, mas fechou também. O brasileiro tem mais vontade de crescer sua própria panela do que uma comunidade, a política tá aí mostrando isso… você pode estar lendo e não se achando parte disso, mas se você frequenta lugares apenas para ter privilégios, está inconscientemente alimentando as panelas.

Não acho ruim reunião de pessoas em prol de algo, eu acho ruim é não abrir para outras pessoas ou ponto de vista… trazer para perto pessoas (isso eu me incluo), que tem outra abordagem, background etc. As feministas nesse caso, poderiam pensar bem nisso… como não entrei na panela ( e conheço outros mulheres nessa situação), somos deletadas de indicações de quaisquer coisa… Me lembro ate hoje “ah, não chama ela para ministrar o curso, ela é blogueira”… De mulher para mulher né?

Realmente, se eu for abrir meu histórico de contratação como blogueira, sem dúvidas, 90% foram convites de homens, todas, mas todas as campanhas pagas que eu fiz no meu canal foram empreendedores homens que iniciaram as conversas, pediram a minha contratação e passaram para frente.. Aí vem a machista vestida de feminista e fala “sei muito bem porque você foi convidada”… eu fui convidada meu bem, pois eu trabalho há 17 anos com negócios e que bom que a minha aparência pode ter ajudado, mas como diria Coco Chanel, vista-se bem que notarão a mulher! Meu sonho é receber convites de mais mulheres, a Tabatha do Mulheres que Decidem é a única a me apoiar desde o começo e não exigir que eu faço parte do MQD, é a troca que vale.

Para finalizar o meu desabafo, eu quero pedir união. Eu quero pedir amor. Eu quero pedir que me ajudem a aprender. Eu quero pedir que possamos nos aceitar como pessoas diferentes e seres humanos com os mesmos direitos. Quero pedir para aprendermos com o próximo e da mesma forma, poder compartilhar o conhecimento. Quero pedir para você refletir e finalmente, para iniciarmos um diálogo maduro sobre esse tema, pois o meu ponto de vista é apenas um e ele não está certo nem errado, ele é o meu.

PS: não estou dizendo que todo mundo que eu conheço é assim. Tenho assistido muitos filmes sobre o que as mulheres fizeram, muitos anos antes de eu nascer, para eu poder ter meu espaço hoje no mundo e sou muito grata… Por isso, faço questão de também entrar na luta pela igualdade.

Talita Lombardi

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