Toda história conta!

Tem gente que desvaloriza a própria história e isso pra mim é inacreditável, porque a tua história é única, é tua e de mais ninguém. “Ah, Rodrigo mas tem gente que já passou pelo mesmo que eu”. Pode até ser, mas cada uma das experiências que você viveu, foi você quem as vivenciou. Só você sabe como foi, só você conhece. Quem olha de fora pode até pensar que sabe, mas de fato, só você é capaz de saber. Foi a partir do repertório que você já trazia consigo e da sua visão de mundo que elas ficaram gravadas em sua memória. Umas mais do que outras, sem dúvidas.

É por isso que eu quero te pedir para parar por alguns momentos, voltar e olhar para todo seu repertório. Importante dizer que não é para ficar vivendo no passado, hein!? Olha o foco. Quero que você reviva aquelas experiências que, por terem passado muito rápido por sua vida, você pode não ter dado à atenção que elas mereciam. Agora é a hora. Hora de olhar para elas. Já que tenho a convicção de que, nesse momento e contexto em que você está inserido hoje, elas certamente poderão te ensinar muito mais. Sua perspectiva mudou, se ampliou e aquilo que você julgava ter sido uma grande perca de tempo ou um grande fracasso, pode te trazer um tremendo aprendizado e passar a fazer todo sentido.

Dessa reflexão podem surgir insights pra vida inteira, mas que naquele momento você não conseguiu prestar atenção. Seja por estar tão envolvido com a situação, seja porque não conseguiu enxergar o que era para ser aprendido. Então, o que eu quero é que de fato você preste atenção. Olhe para aquilo que viveu, analise e respeite tudo o que te trouxe até aqui. Afinal, volto a repetir, só você conhece todos os obstáculos, desafios e dores que te fizeram ser o que é hoje.

Por que repertório é importante? Em primeiro lugar para você entender e avaliar as suas situações em que teve sucesso e as situações em que teve fracasso. E a partir disso, identificar os aprendizados e ter uma visão muito clara do que, dentro do que avaliou como aprendizado, entender o que vai repetir e o que deixará de fazer. Ou ainda, aquilo que poderá até ser repetido, mas que agora em decorrência da sua evolução durante a jornada e da mudança de perspectivas, poderá ser melhorado. Até porque quando você muda a forma, você muda o resultado. E assim seguimos ampliando nossas experiências, aprendizados e repertório.

Eu costumo dizer que, algumas vezes, tenho conversas com meu travesseiro. Durante esses momentos é que eu faço uma reflexão sobre os aprendizados. Sabe aquela dor que a gente sente, mas que ninguém percebe? Nessa hora eu procuro identificar o que foi que ela me ensinou. O que de fato eu preciso e vou aprender com ela. Aliás, fazer essa pausa para analisar como foi o dia ou um determinado período foi também um exercício de aprendizagem que eu tive. Nem sempre foi assim. Eu não parava para analisar o meu dia a dia. Eu não parava para olhar o que de fato tinha sido positivo e o que tinha sido negativo. Isso mudou quando fui morar no Vale do Silício (2013/2014), e passei a ter mais tempo para pensar em todo caminho que tinha percorrido até chegar lá.

Não foi fácil. Acredito que nunca é fácil você olhar para você mesmo, fazer uma análise verdadeira dos fatos, assumir a responsabilidade por seus resultados, sejam eles quais forem e, como sempre reforço, esse meu período no Vale foi um momento de muita vulnerabilidade. Apesar disso, foi nesse momento e quando eu me permiti estar vulnerável que minha curva de aprendizado foi muito maior. Eu cresci muito mais. Foi aí que eu aprendi a parar para aprender com as minhas experiências.

Pude perceber que muito do que eu havia vivido dos 8 aos 25 anos, eu insistia em repetir os erros. Porque eu não havia aprendido de fato o que aquelas falhas tinham para me ensinar. Claro que eu também repeti por diversas vezes o sucesso. O curioso é que em algumas dessas repetições eu realmente fui mais uma vez bem-sucedido, ao passo que em outras pude aprender, que a mesma forma de fazer a mesma coisa, cinco anos depois, traria resultados diferentes.

Essa reflexão sobre repertório me trouxe não só muito aprendizado como também encurtou minha curva de aprendizagem e de sucesso, bem como potencializou minha curva de crescimento que tem a ver com a questão das forças. Quando você olha para o seu repertório e potencializa seus aprendizados, seus resultados são muito melhores. E como é que você potencializa seus aprendizados? Você precisa primeiro consolidá-los, precisa primeiro entender quais são.

Quem me acompanha já me ouviu relatar um episódio que vivi aos 14 anos com professor Flávio (técnico do time que eu jogava na época). Ele me disse uma vez “Rodrigo fica preocupado com quando eu parar de falar com você.”, e essa história me marcou muito. Certamente eu vivi tantas outras histórias tão importantes quanto essa, mas que não me marcaram da mesma forma. Ou seja, nessas outras eu certamente não consegui aprender com elas. Por isso que é tão importante revisitar essa trajetória. Aproveita e escreve tudo do que for se lembrando. Aliás, um diário ajuda muito nessa reflexão #ficadica.

Como um exercício, faça uma lista com 10 situações em que você teve resultados positivos e 10 onde os resultados foram negativos.  Além das histórias coloque também os motivos determinantes para esses resultados e comece a relacionar esses motivos. Em alguns dos casos você já deverá saber quais são e em outros irá aprender. O curioso é que, talvez, você aprenda muito mais com o fracasso do que com seus episódios de sucesso. Entenda o que aconteceu em cada um desses episódios. Qual foi a decisão que você tomou e em que momento. Quais pessoas estavam envolvidas? Você teve mais paciência, mais cautela? Você teve mais velocidade ou faltou? O que de fato aconteceu? Assim você consolida os aprendizados e potencializa seus resultados.

E lembre-se: jamais desvalorize o que viveu. Sua história é só sua!

Rodrigo Barros

Empreendedor, Comunicador e Escritor

#versaobeta #handsOn

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