Nós, mulheres empreendedoras

Confesso que tenho três paixões.  A primeira foi o jornalismo, fruto da minha paixão por escrever. O segundo, a educação corporativa, que veio da LaPresse, por atuarmos no mercado de startups e apresentarmos – diariamente e de forma didática – para a imprensa como funciona esse mercado, modelos de negócios e serviços. O terceiro descobri por meio da Fundação Dom Cabral, no Programa 10,000 mulheres: o empreendedorismo feminino.

E este último, que é a soma dos primeiros, me levou neste fim de semana, para São Paulo, na primeira edição do Fábrica de Startups, evento de imersão em negócios para mulheres, idealizado por Lígia Dutra – criadora do “Bate-papo sobre e-commerce” e fundadora da UpaLupa (http://upalupa.co). A proposta do encontro, que também promovia a participação da família, com entrada liberada dos maridos e filhotes – e teve mãe empreendedora com bebê de colo até crianças de 8 anos – era a quebra de um paradigma: o empreender com amor – que vai além do seu negócio.

Como isso funciona na prática? É sair do ‘touchê’ e ir para o ‘gambare’ – palavra de origem japonesa que significa ‘coragem’, ‘estou com você!’, muito bem aplicada por Eduardo Matsushita, da C&O Infinitas, em sua palestra sobre liderança feminina. Na prática, é

Lígia Dutra | Foto: Left Hands

Lígia Dutra | Foto: Left Hands

sair da individualidade e ir para o colaborativismo através da troca de conhecimento, experiência e a formação de uma rede de networking baseada no complemento e não apenas na utilidade do outro para seu negócio ou objetivos. E nós, mulheres, podemos e devemos aplicar isso ao mundo dos negócios.

Na Fábrica de Startups, vi e vivi isso com mais 50 empreendedoras de diferentes partes do Brasil e América Latina. Sob a liderança assertiva de Lígia, a imersão levou todas a colocarem suas habilidades e contribuírem, com diferentes visões e expertise,  para as ideias de negócios que eram o sonho de apenas uma delas – pois todo programa acelera os projetos mais votados.

E todo esse desenvolvimento de autoliderança emocional contou com um time de mentores e jurados apaixonados por pessoas, negócios e suas especialidades como Eduardo Matsushita, da C&O Infinitas, Geovana Donella, sócia da Donella & Partners, Silvia Bassi, CEO do IDG Now, Camila Achutti, do mulheresnacomputacao.com, Stéfani Paranhos, Wonderbox Brasil, Fabiany Lima, da TimoKids, Liliane Ferrari, consultora de mídias digitais, e eu, representando a LaPresse, entre outros.

O projeto vencedor da noite foi o Sabores da Rua, empresa social que trabalha na mudança da cultura da alimentação de rua por meio de opções de cardápios mais saudáveis e suporte na formação e capacitação dos ambulantes. A equipe era formada pelo menor um time, com apenas três participantes: a brasiliense Gabriela Teles, a paulistana Milena Tobias, e a colombiana Lucia Carcedo Soares. E esse resultado valida a missão do evento: o amor que leva a superação.

Nesse fim de semana vi como o poder libertário da educação empreendedora depende do amor. E seu impacto vai além de quem vivencia diretamente, pois todo aprendizado empresarial gera mudanças de gestão que impactam positivamente na gestora, seus colaboradores e familiares. E um simples gesto de compartilhamento de conhecimento pode sim mudar a realidade da sociedade. Esse é um aprendizado levo imersão para a vida.

Luana - CEO LaPresse

Luana – CEO LaPresse

Sobre a Guest Blogging

Luana Weitzel é jornalista com especialização em gestão de negócios, comunicação corporativa e CEO da LaPresse Comunicação.

Sobre a LaPresse:

“A LaPresse Comunicação é uma agência de comunicação jovem e dinâmica. Conectada 24 horas, entende a linguagem da web com grande facilidade.

Com a expertise em agregar valor à marca, conta com profissionais capacitados para trabalhar a comunicação em diversos níveis, desde a criação de conteúdo para sites, mídias sociais até grandes.” campanhas de marketing.