Boa Tarde!

Hoje um convidado super especial, o Pedro CEO do Grubster. No final da entrevista um resumo sobre esse super empreendedor. A

visão comercial dele é muito do que falo sempre aqui no Blog, sobre a importância de ouvir os usuários e os parceiros.

Talita: O modelo do Grubster pode ser comparado ao modelo de Compras Coletivas, qual a relação entre eles?

Pedro: “Compras coletivas conseguiu atingir a classe C que nunca tinha comprado na internet, o Grubster consegue atingir uma classe A-B de pessoas de 50-60 anos que também nunca tinham comprado on-line. No final do dia, acho que a intercepção dos usuários não é tão grande. A maioria dos restaurantes Grubster em São Paulo nunca fizeram compras coletivas, diferente do Rio de Janeiro. O nosso negócio é totalmente diferente de compras coletivas. 

Mas eu acho que o usuário está pronto para receber e testar qualquer coisa. Tem o early adopter onde todo mundo vai alcançar, eu vou alcançar qualquer startup nova e diferente o early adopter vai lá e vai testar. 

A grande dificuldade é você sair desse nicho, que é o nicho de pessoas que consomem conteúdo de startups, que gostam de tecnologia inovadora e começar a atingir um público mais conservador.”

Talita: Vocês conseguiram conquistar um público fiel, me fala um pocuo sobre isso.

Pedro: “Considero que o Grubster conseguiu cativar o público de uma forma que eu não conheço em qualquer outra startup aqui no Brasil. Temos tweets de clientes dizendo “amo o Grubster”; “Grubster amor eterno”. Toda empresa de reserva on-line, de desconto, de delivery etc tem enumeras reclamações dentro do reclame aqui, o Grubster tem zero de reclamação. Então estamos criando fans, toda vez que alguém tem um problema, ele é bem resolvido.”

Talita: Temos alguns CEOs que são desenvolvedores que não se preocupam muito com a questão do relacionamento. O que você acha disso?

Pedro: “O desenvolvedor de fora do Brasil tem uma visão de negócio, ele está fazendo MBA em Stanford ou é um empreendedor que teve aulas de Marketing e Gestão, você vê que essas pessoas estão construindo marcas que o cliente compra a camiseta do Dropbox, do Mailchimp.. ele adota a marca do Yelp. São desenvolvedores mas estão construindo uma super marca. Que o usuário você vê usando a camiseta de alguma empresa brasileira? Não estamos nesse nível, mas quando eu penso em startup é isso que quero construir, uma legião de pessoas que gostam tanto do seu serviço que são seus advogados.”

Talita: O que é mais difícil de conseguir Parcerias TOP ou Investidores?

Pedro: “É bem mais chato conseguir investimento. 

 A Visa não veio de nem um contato nosso, foi a própria Visa que nos procurou. Todas as principais parcerias do Grubster, desde Vivo, Porto Seguro, Tickets Restaurante, Visa, todas nos procuraram. É um fruto de um trabalho bem feito, é o usuário que foi impactado, que gostou da solução. Com certeza é muito mais difícil você construir um negócio de verdade, porque parceria é contribuir no negócio, não conseguir investimento e fazer fumaça. Levantar capital não é o maior desafio, a maioria das startups que morrem, não é por falta do capital, é até com muito capital, mas morrem por escalar o negócio muito rápido, por ter investimento e fazer muito barulho, mas acabam não gerando um negócio de verdade. “

Talita: Qual o objetivo do Grubster agora?

Pedro: “Temos uma empresa que está no breakeven há algum tempo, nosso desafio agora é continuar, mantendo a estrutura enxuta, mantendo no breakeven e continuar crescendo. Ainda tem muito restaurante, muita gente que não conhece nossa marca. A tendência é crescer cada vez mais e mais.”

Talita: Fala um pouco sobre sua satisfação como empreendedor com o sucesso da sua empresa.

Pedro: “Eu já estou muito escaldado, há 7 anos criando expectativas e deixando muitas vezes elas se acabarem. Não me emociono mais com nada disso, é só trabalho trabalho trabalho. É a única coisa que penso e que estou fazendo há 7 anos. Não dá para ficar pensando muito no que conquistou, mais no que se tem a fazer.”

Novos Empreendedores – Conselhos

Pedro: “Eu acho que o principal ponto é realmente olhar para quem tá próximo, para os parceiros, para os clientes, realmente ver o impacto que você está gerando, os negócios que estão sendo gerados ao seu redor e não se iludir com as matérias que estão saindo, com cifras de investimentos, mas focar com que realmente importa, que é a satisfação dos clientes e parceiros, entender como deixá-los ainda mais satisfeitos. Que contra isso não há argumentos. “

Sobre o Pedro

Ele trabalha há 7 anos com startups, saiu da faculdade com 21 anos e montou a sua primeira empresa com o tio, que se chamava Garçonete, um delivery on-line. Ficaram 2-3 anos tocando a empresa, na época não se falava em startups, não tinha investidores. A maioria dos restaurantes não tinham internet, mas resolveram o problema com o POS (máquina de cartão de crédito).

Depois disso, o Pedro ouviu falar da BooBox, a primeira startup a receber capital de risco do pós-bolha americano, saiu da Garçonete e resolveu entrar no desafio de trabalhar para essa nova startup. Aprendeu bastante, principalmente como lidar com os investidores e o dia a dia de uma empresa com um fundo de capital estrangeiro. Quando começou tinha 3 pessoas, quando saiu já tinha mais de 50 funcionários, a empresa tinha uma filial na Argentina e recebido o investimento da Intel.

Ao mesmo tempo ele queria montar o próprio projeto, um amigo estrangeiro o procurou, para montar um delivery on-line, sabia do know how dele e o convidou para o projeto, mas nessa época já existiam outras empresas no segmento, como Restaurante Web, que foi comprada pelo JustEat, o Ifood que já tinha know how do mercado. A vontade era voltar a trabalhar com restaurante mas não nesse segmento que já tinham fortes concorrentes. Resolveu pensar em outro modelo que fizesse sentido, ele acompanhava os sites de compras coletivas de perto, tanto a parte boa como a parte ruim. Resolveram conciliar o tráfego que o desconto tava gerando e um serviço através da tecnologia, que fizesse mais sentido tanto para o restaurante quanto para o cliente. Começou a ouvir o mercado de acordo com as necessidades, foi assim que o Grubster surgiu em outubro de 2011.

Pedro, muito obrigada pela sua sinceridade e parabéns pelo profissionalismo à frente da sua empresa.  Sou também fã da marca e posso dizer que confio muito no trabalho de vocês.

Beijos

Talita Lombardi

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