Boa Noite!!! :)

Hoje uma noite muito especial, conversei com o CEO do Startup Farm, o Felpe Matos e eles me concederam uma entrevista, a pedido de todos os leitores que querem saber como entrar nas incubadoras e tudo mais. Então a Rosi Rodrigues @rosirdgs, Executive Manager e CO-Founder respondeu nossas perguntas.

Antes das perguntas e respostas, segue um pouco sobre o que é o Startup Farm.

“O Startup Farm firmou base em São Paulo e nossa sede fica no espaço Plug N Work, no Brooklin. Em momento de picos já tivemos cerca de 15 pessoas envolvidas. Hoje operamos com 3 pessoas, mas a expectativa é que esse número cresça em pouco tempo. Em um ano e meio de operação, 8 edições em 6 cidades, nossos resultados são:

105 empresas aceleradas
302 empreendedores farmers
150+ mentores na rede
30+ empreendedores pediram demissão dos seus antigos empregos para empreender
15+ empresas investidas
2 aquisições
~R$ 20 milhões em investimentos captados para as startups.
Temos alguns cases de sucesso, entre entre a acquisição da startup O Entregador pelo Peixe Urbano, que foi o seu patrocinador; e também da startup Easy Taxy, que recebeu o investimento de 10 milhões pela Rocket Internet e em menos de um ano tem operações em 7 países.”

startupfarmTalita: Como surgiu a ideia da Startup Farm?

Rosi: “O Startup Farm surgiu da experiência empreendedora do Felipe Matos, quando ele fundou o Instituto inovação, em 2002, com o objetivo de acelerar empresas de tecnologias e inovação. Essa experiência levou a abertura de duas empresas importantes, a Inventta, uma consultoria que faz gestão de inovação e a Inseed Investimentos, responsável por gerir o Fundo Criatec, o primeiro fundo brasileiro para investimento semente em empresas de base tecnológica. O fundo de 100 milhões de reais analisou mais de duas mil propostas e investiu em 37 empresas. Dessas duas mil propostas, o Felipe percebeu uma grande demanda de empresas web, porém o risco era muito alto e o ticket médio de investimento também. Daí em 2011, ele decidiu fazer uma viagem ao Vale do Silício para conhecer os modelos das aceleradoras de lá. Em agosto do mesmo ano, o Startup Farm nasceu.”

Talita: Como funciona a busca e qualificação das startups para participar da Startup Farm?

Rosi: “Quando uma edição do programa é confirmada, fazemos a divulgação em veículos nacionais sobre empreendedorismo digital. As inscrições ficam abertas em nosso site por um período de tempo. Ao final do período, o Startup Farm faz uma curadoria dos projetos, mas quem aprova os selecionados são os patrocinadores.”

Talita: Vocês aceitam ideias que ainda estão no papel?

Rosi: “O programa tem o foco na validação da ideia, então pode acontecer de um projeto que só esteja no papel seja provado para participar. Porém não é só a ideia que faz um projeto ser aprovado, é o mercado, a equipe, etc.”

Talita: Sabemos que o investimento para as incubadoras é bem alto, de onde vem esse investimento?

Rosi: “As incubadoras, em geral, são sustentadas por orgãos públicos, tal como universidades federais, estatuais ou editais do governo. Já as aceleradoras, são privadas e geralmente são compostas por um grupo de executivos com capital próprio para o investimento.”

Talita: Como você enxerga o mercado brasileiro versus o mercado americano de Startups?

Rosi “Ao invés de mercado de startups, prefiro me referir ao ecossistema empreendedor. A diferença entre Brasil e EUA é enorme. Os EUA têm uma cultura de apoio ao empreendedorismo intrínseco aos americanos e um pólo empreendedor no Vale do Silício, que nenhum lugar no mundo conseguiu replicar. No Brasil estamos “engatinhando”, se comparado a eles. Mas ainda com todas as diferenças, o cenário empreendedor no Brasil se movimenta com muita rapidez. Até o nosso governo decidiu apoiar o desenvolvimento de startups (programa Startup Brasil). Estamos progredindo.”

Talita: Qual a dica que você pode dar para um empreendedor que ainda não conseguiu investimentos ou uma incubadora para dar um passo adiante no projeto?

Rosi: “Enquanto o investimento ou a aceleração não chegam, o empreendedor deve usar esse tempo para validar a sua idéia junto ao cliente em potencial e entender como o mercado se comporta usando das práticas, como lean startup e customer development. O empreendorismo digital hoje é quase uma ciência e o empreendedor deve conhecer esse novos métodos.”

Obrigada Rosi! Vamos ficar atento as datas e as cidades para as inscrições..
Hoje tive meetings muito legais!! Mais coisa boa para o blog e para mim..

Ate amanha :)
Bjs
@talilombardi